quinta-feira, novembro 08, 2018

O Velho e o Mar, de Ernest Hemingway


SINOPSE: O Velho e o Mar é uma novela de Ernest Hemingway, escrita em Cuba, em 1951, e publicada no ano seguinte, foi a última grande obra de ficção de Hemingway a ser publicada ainda durante a sua vida, sendo uma das suas obras mais famosas. 

Publicado em 1952, O velho e o mar garantiu o Pulitzer ao autor em 1953 e, no ano seguinte, o Prêmio Nobel de Literatura. “É um consenso crítico que O velho e o mar pode ter sido o ‘canto do cisne’ de Hemingway, sua obra-prima depois de um longo período sem boas recepções”, afirma Daniel Puglia, professor do Departamento de Língua Inglesa da USP.

Último romance do autor publicado em vida, a narrativa é centrada na história de Santiago, um velho pescador cubano. Após 84 dias sem conseguir uma presa, mas instado por um jovem companheiro a continuar tentando, o velho pesca um descomunal peixe Marlim de quase 700 quilos. Depois de horas de luta, Santiago consegue atracar a pesca em seu barco e parte para a costa cubana. Ao chegar em terra, constata que o peixe fora devorado no trajeto, sobrando apenas sua carcaça.

Apesar da brevidade narrativa, a história do velho Santiago tem sido interpretada como uma metáfora do processo artístico do autor e, em última instância, da própria condição humana. “A obra é vista como uma alegoria da dificuldade de alcançar o almejado, o sonho do que seria uma grande obra, reconhecida pelos outros”, afirma Puglia. “Ao mesmo tempo, é uma realização cheia de dor, cheia de pavor, de percalços, do medo de chegar na praia e só encontrar o esqueleto da obra”.


[HÁ anos queria enfrentar essa novelinha, mas esse ano peguei o li num único dia oscilando entre o celular - audio e leitura. É profundo, poético, existencial, metafórico e um final de tirar o fôlego. Sou leitor dos contos de Hemingway, mas neste há uma linguagem milimétrica, contida e profunda em sua contenção, inteligente uso do monólogo interior. Brilhante]

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