quinta-feira, agosto 09, 2018

Depois da meia-noite, Stephen King


ORELHA DO LIVRO

Bruxas, vampiros, missas do galo. Momento símbolo do sobrenatural, a meia-noite marca a passagem entre a realidade que conhecemos e aquela cujos segredos ainda serão desvelados. 

Consagrado unanimemente pela crítica mundial como Mestre do Horror Moderno, Stephen King reúne em Depois da Meia-Noite quatro histórias sobre pessoas que, habituadas à realidade cotidiana e palpável, encontram-se subitamente envolvidas por acontecimentos que desafiam a sanidade. São histórias que se referem não à meia-noite física - aquela que os velhos relógios anunciam com doze badaladas - mas o sutil momento de transição entre nossa realidade e outra, bizarra, ilógica. Uma realidade formada pela substância da qual são feitos os pesadelos.

MEIA-NOITE E UM : "Os Langoliers". Os onze passageiros que dormiam nos momentos iniciais de um vôo rotineiro entre Los Angeles e Boston acordam para um drama onírico: todas as outras pessoas no avião, inclusive os tripulantes desapareceram. Quebra-cabeça absurdo, em que peças de encaixe impossível surgem a cada instante: aquele vôo tem como destino um enigma ainda mais assustador.

MEIA-NOITE E DOIS - "Janela Secreta - Jardim Secreto" - Isolado numa casa de campo após seu conturbado divórcio,o escritor de histórias de mistério Mort Rainey enfrenta - por conta da depressão - grave crise de criatividade. É quando sua vida é invadida por John Shooter, um estranho que o acusa de plágio. A alegação é infundada, mas Mort logo descobre que o acusador é um psicopata perigoso. Ele ameaça assassinar os entes queridos de Mort e incriminá-lo, a não ser que o famoso autor escreva uma história com a assinatura de John Shooter.

MEIA-NOITE E TRÊS - "O Policial da Biblioteca". Sam Peebles tem um problema. Precisa substituir na última hora um orador numa reunião de negócios. A solução para tornar se discurso menos chato está em dois livros do acervo da Biblioteca Pública de Junction City. Entretanto, como a sinistra bibliotecária avisou-o muito bem, os livros precisam ser devolvidos em seis dias, ou providências enérgicas serão tomadas. Mas um acidente impede a entrega, e Sam descobre estar realmente com problemas quando o policial da Biblioteca faz-lhe uma visita...

MEIA-NOITE E QUATRO - "O Cão da Fotografia". Uma câmera polaroide é o presente mais simples que um rapaz poderia receber em seu décimo quinto aniversário. Mas a máquina apresenta um defeito extravagante ao revelar seus instantâneos: no lugar da sorridente família de Kevin, surge um cão. Um animal negro e misterioso que aparece em todas as fotos, sempre em posição diferente. O cão de olhos raivosos está se movendo naquelas fotografias que parecem exalar atmosfera própria, um vento gélido e arrepinate. "O Cão da Fotografia" é, segundo o próprio King, um prólogo para o próximo romance do autor Trocas Macabras.

[Fora de catálogo, este livro custa cerca de 300 reais na Estante Virtual. Traz essas novelas que me deu curiosidade de ler. Consegui um milagroso epub deste livro, com pequenas falhas de ortografia, mas perfeitamente legíveis no kindle. Descobri, entretanto, um programa no celular capaz de ler livros com voz eletrônica, e pronto. Apesar de serem enormes, consegui ler/ouvir os dois contos que me interessavam - os dois últimos. Eu fico cansado com o detalhamento desnecessário/redundante que King dá a narrativas que poderiam ser mais eficientes se tivessem a metade do tamanho original, mas ele é sempre interessante.

"O policial da Biblioteca" na verdade é uma narrativa que traz "It" com outra face, como uma bibliotecária satânica, encarnação do mal, que vive para além do tempo.

Já o segundo conto, "O cão da fotografia" é meio bobinho, mas traz uma loja de quinquilharias perversas que aparecerá no filme (não li o livro) Trocas macabras. ]

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