terça-feira, julho 11, 2017

Jovem e Bela, François Ozon


Durante uma viagem de verão com a família no sul da França, a jovem Isabelle vive a sua primeira experiência sexual com um rapaz alemão. Após voltar para casa, ela divide o tempo entre a escola e o novo trabalho como prostituta de luxo, utilizando o pseudônimo Lea. Ela continua explorando a sua sexualidade e logo começa a ganhar dinheiro com mais clientes. Um incidente trágico envolvendo um deles, entretanto, faz com que a sua mãe descubra as suas atividades secretas.

Há anos baixei e não assisti. Como vi Franz, me senti obrigado a baixar tudo do Ozon. Então caio neste filme denso até não caber mais, com uma protagonista-enigma. Ozon faz personagens femininos incríveis, sempre mantendo um tom de mistério e apostando no desejo. Aqui, ele é central. Parece homenagear de algum modo La belle de jour, aparentada com a dona de casa frígida, Isabelle parece sentir mais prazer em aventurar-se do que com o ato sexual em si. Ozon cria um clima de tensão, como se ela tivesse em constante ameaça, e após o infarto do seu cliente mais simpático e a descoberta da mãe, surge uma Isabelle mais cínica, perigosa em jogos perversos de sedução. 


O filme divide-se em estações do ano, na primavera, finalmente, Isabelle decide ir ao baile e encontrar um rapaz com quem passa a ter um namoro mais convencional. No desfecho, o estranho encontro com a atriz fetiche de Ozon, Charlotte Rampling, da qual a protagonista parece uma sózia jovem.



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