sexta-feira, junho 30, 2017

Sobre Anitta e o ódio à música para dançar

Acho que há uma dificuldade incrível em aceitar que exista música para o prazer da dança, do movimento do corpo, para a pessoa se sentir mais sexy. O Airton, embora tenha melhorado, tem um machismo introjetado que é difícil libertar. Ele ainda pensa, mulher "certa" faz isso, não faz "aquilo". Se exibir e sensualizar é uma delas, por isso, qualquer coisa que explore o corpo ele vai desprezar. Lembro dele fazendo os comentário mais sujos/machistas/grosseiros para a atriz Debora Secco só por que fez a Bruna Surfistinha e fazia papéis "sensuais" etc. Ai ele vê em Anitta uma pseudo decadência na música brasileira. Ela é um fenômeno POP, como Valeska, (noutro plano Ivete, como Claudia Leite), como foi o Tchan! como foi a Gretchen, Rita Cadilac. Ela tem mais produção, autotune e remelexo copiado do pop americano. Eu não curto, acho pobre, but... é uma música para dançar. Aliás, a música brasileira vai muito bem, o que acontece é que ela não tem a mesma projeção na grande mídia, e não BOMBA, também por que vai para além do corpo. O problema não é música sensual existir, o problema é só se divulgar isso. Mas nada contra Anitta, ela é incansável, trabalha e agora está com enorme sucesso no nicho que encontrou, e faz muita gente feliz. E eu a achava mais do mesmo, até ver o número de ataques que sofre e a sua postura combativa. E eu gosto de gente que requebra mas não se dobra. Aliás, as mulheres estão com tudo na música, até na "breganeja", não ouço, mas fico feliz que existam.

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