sábado, maio 13, 2017

Realive ou Projeto Lázaro, 2016





O filme gira em torno de Marc (Tom Hughes), um homem bem sucedido, ambicioso, com um monte de projetos na vida, que é diagnosticado com câncer terminal e com alguns meses de vida. Incapaz de aceitar a morte, ele decide criogenar seu corpo para ser ressuscitado no futuro.



Ele desperta em 2056, mas é o primeiro caso bem sucedido de ressuscitação; seu corpo é inteiramente refeito, só o cérebro mantido. Ele se torna o cartão de visitas do Projeto Lázaro capetaneado pelo obsessivo Dr. West e um batalhão de cientistas. As limitações físicas, a dependência umbilical às máquinas, frustra seu despertar. Soterrado de memórias felizes com a mulher amada, ele mergulha numa crescente depressão, reavaliando sua descisão de ressuscitar. 



É uma versão moderna de Frankenstein, mas recheado de flashbacks e elocubrações filosóficas existênciais, mas tudo desenvolvido em offs convencionais, compondo uma visão empobrecida da questão. Realive fica na superfície do que propõe, calcado numa historinha de amor romântico e num personagem unidimensional, ainda mais, por que o que o fustra e leva a um novo desejo de morrer/suicídio está no fato de não controlar a própria vida, de não querer as limitações físicas (que não são tantas) que seu novo corpo apresenta. O desfecho é meio tolo, quando o ressuscitam novamente, mostrando que ele se tornou prisioneiro da ciências, não sendo permitido nem mesmo morrer. O filme é lento, convencional, e termina por ser um drama arrastado, bem pouco metafísico; não se pagando mesmo como entretenimento.



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