sexta-feira, maio 19, 2017

Dia das mães no Zaíra



No Zaíra, no dia da mãe de todos nós. Não todos. Uma pequena parcela dos filhos que ela foi elencando ao longo dos anos. O riso feliz da mãe, pilar do matriarcado familiar, poltrona sobre a qual todos nos inclinamos, menos Gabriel que olha direto pra câmera. O rosto da minha mãe em mim, na irmã, no irmão, replicado no riso de Vittorino, os cilios e sobrancelhas grossas de Pedro. A inteligência. A Lã ao lado, herdeira da profissão de enfermeira e afeto por cães e gatos. Eu, o amor pelas crianças, pelos livros, por lecionar, por declamar teatralmente e escrever. O irmão e seu carisma, sua capacidade de mobilizar as pessoas, de liderar; a irmã e sua amorosidade maternal, sua capacidade administrativa, de criar negócios, de planejar eventos e sua fé. Como se todos fôssemos extensão dela, projeções para fora do seu ser único, sem jamais dar conta de comportá-la por completo. Levamos em nós o legado de sua coragem, sua postura combativa, sua inquietude. Somos sua memória agora que evanesce e sucumbe no mais cruel dos males. Mas neste dia, seu dia, que esteja mais presente, como presença, e que a mereçamos agora e sempre, e sejamos mais ela enquanto nós, elos firmes, da família que sempre almejou, para além de todos retratos familiares. Amor.

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