sábado, maio 13, 2017

A autopsia de Jane Doe, de André Øvredal

Tommy Tilden (Brian Cox) e Austin Tilden (Emile Hirsch), seu filho, são os reponsáveis por comandar o necrotério de uma pequena cidade do interior dos Estados Unidos. Os trabalhos que recebem costumam ser muito tranquilos por causa da natureza pacata da cidade, mas certo dia, o xerife local (Michael McElhatton) traz um caso complicado: uma mulher desconhecida foi encontrada morta nos arredores da cidade - "Jane Doe", no jargão americano. Conforme pai e filho tentam descobrir a identidade da mulher morta, coisas estranhas e perigosas começam a ocorrer, colocando a vida dos dois em perigo.



O terror é um dos meus gêneros preferidos, pela capacidade de provocar emoções e reações físicas e imediatas no espectador. Mas prefiro o terror psicológico entremeado de suspense, nunca o físico, de serial killer perseguidores e serras elétricas. Um filme com dois atores que admiro me pareceu interessante, e é. A figura enigmática e sinistra da moça exposta na mesa e o suspense provocado pela dissecação do cadável, surgindo no corpo provas de um ritual estranho, antigo e bizarro prende atenção para além da premissa. O clima é tenso e construído com rigor e inteligência pelo diretor norueguês André Øvredal. O problema é que a trama não evolui, o desfecho é frustrante e mal solucionado, pois a "bruxa", como a garota de O chamado, é vítima e vilã e essas pontas tornam a solução impossível. Trata-se novamente de um filme de confinamento, mas traz tantas boas ideias, que compensa assistir.

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