domingo, abril 23, 2017

GUILLERMO ARRIAGA




Guillermo Arriaga, o escritor mexicano que busca na questão da morte elementos para compreensão da vida. Ele veio lançar seu ultimo livro no Brasil e participar dos debates da Festa Literária Internacional de Parati (FLIP). A tragetória do romancista Guillerme Arriaga vai da literatura ao cinema. Ele é autor de roteiros de repercussão internacional, tem uma coletênea de contos e três romances, do qual só publicou dois. O último, lançado no Brasil, aqui na FLIP, Um doce aroma da morte, já traz na capa o tema preferido peloo autor, o título estampa a curiosidade e o vínculo que o autor tem com a morte desde criança. Ele avisa que não se trata de morbidez, mas a percepção de que a vida exige a experiência da finitude, de que é preciso entender a morte para compreender e respeitar a vida. Assim como no romance O búfalo da noite, traduzido no Brasil, em 2002. Guillermo Arriga permeia a sua obra falando da morte para chamar a atenção para vida e para formas de amor, incluindo aquela que nasce da perda. Guillermo Arriaga cresceu num bairro pobre e violento da cidade do México e fraturou o nariz nove vezes em brigas de rua a ponto de perder o olfato. Formou-se em Comunicação e História depois de tentar a carreira de pugilista e de jogador de futebol. Aos 49 anos é tido como nome obrigatório da nova literatura mexicana. Faz parte de uma geração escritores latino-americanos que buscam na vida turbulenta das metrópoles personagens e conflitos que a mistura de culturas e as contradições sociais criam banalizando a violência e a morte.

Nenhum comentário: