terça-feira, abril 04, 2017

Animais noturnos, de Tom Ford


Não esperava nada, mas o filme é um triller mesclado com drama que nos prende do início ao fim.

Um escritor pede a sua ex-mulher para ler o manuscrito de seu novo romance, uma história sobre um homem de família cuja vida dá uma guinada sombria. 

Três narrativas se desenrolam na tela. A primeira: a vida presente de uma comerciante de arte interpretada por Amy Adams chamada Susan. Ela vive uma vida aparente perfeita, mas vazia ao lado de um marido infiel. A segunda: trata do período em que Susan, bem jovem, foi casada com Edward, um escritor cheio de potencial, a quem abandona, entretanto, por julga-lo sonhador e sem futuro. A terceira: o triller policial do livro que ele encaminha a ela, e que talvez, esconda algo mais profundo sobre a própria ex.  

As interpretações são excelentes, a condução milimétrica e estetizante de Tom Ford não compromete, contudo, a tensão bastante instigante. Mas falta algo, algo que conecte de fato a leitora Susan com a trama, que de ao narrado um salto, que a espera final no restaurante frustra. 

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