terça-feira, abril 04, 2017

A cela, de Tarsem Singh



O filme A cela é de 2000. Uma ficção científica com Jennifer Lopez. Mistura de certo modo um mundo paralelo de imersão (entrar dentro de uma mente, um universo onírico onde tudo é permitido) e O silêncio dos inocentes, ou seja, uma trama com assassino psicopata, terror físico, confinamento, investigação efetuada por uma mulher no âmbito psicológico. 



Jennifer Lopez como protagonista já derruba a seriedade da premissa, botando o filme já numa escala de nível baixo. Mas o que me fez rever o filme agora, depois de tantos anos, é a memória que tenho de um deslumbramento visual que o filme traz. Os sonhos são estranhos, monumentais, extraordinariamente bizarros, explorando a mente pervertida de um sádico. Não são sonhos, são pesadelos. E ele tem aquele cruzamento de ficção científica e conteúdo junguiano, muito estranho para um filme pop comercial.


Aliás, ao assistir A cela, o que me vem a mente é o trabalho de Matthew Barney, principalmente, Cremaster: as mesmas figuras bizarras, animalizadas, sado-masoquistas e, de algum modo, satânicas se mostram presente em ambos os trabalhos. 
O filme não é grande coisa, mas esse visual compensa demais assisti-lo.

Sinopse roubada: Dentro dos confins de uma fazenda abandonada, Carl Stargher (Vincent D'Onofrio), um assassino cruel e psicologicamente instável, construiu "A Cela", uma câmara para onde ele leva suas jovens e inocentes vítimas, antes de dar início a um sádico ritual pós-morte com seus corpos. Quando o FBI finalmente consegue capturar Stargher, ele sofre um violento ataque apoplético e entra em coma, sem dar nenhuma pista sobre a localização da Cela. Com uma jovem presa na câmara e tendo apenas mais 40 horas de vida, o FBI decide então procurar a Dra. Catherine Deane (Jennifer Lopez), uma terapeuta infantil que utiliza um avançado estudo neurológico que, misturado com habilidades empáticas e tecnologia de ponta, permite que alguém entre na mente de pessoas catatônicas (num espaço onírico/virtual), no intuito de ajudá-las a voltar realidade. Com a vida de uma jovem em perigo, Catherine concorda em usar o avançado método no próprio Carl Stargher para descobrir qual a localização da Cela, com a própria terapeuta entrando na mente do assassino.




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