domingo, fevereiro 12, 2017

Um poema que se repete na minha vida

Cerâmica


Os cacos da vida, colados, formam uma estranha xícara.
Sem uso,
Ela nos espia do aparador.

Carlos Drummond de Andrade


[Faz um ano que nos separamos, ontem 12.2.17 veio arrumar este computador e conversamos sobre porquês. Sei da mágoa que causei, mas senti que era inevitável, pois eu nunca estive realmente aberto. Mas não foi nada banal, marcou minha vida. Não há rompimento que não seja doloroso. Por isso, cada vez mais eu preparo a minha forma de solidão.]

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