segunda-feira, fevereiro 13, 2017

Lobster


Lucas disse que era bom, baixei e assisti com Gabriel. Poderia dizer que é um filme surrealista, mas o mais correto dizer é que a narrativa se passa num universo paralelo em que a humanidade se organiza de um outro modo. Não pode haver solteiros no mundo, apenas casais. Quando alguém chega à idade de casar, se divorcia ou se torna viúvo, é levado a um hotel onde terá 60 dias para conquistar um "amor sincero". Neste mundo paralelo (e neste hotel) todos os gestos, expressões e condutas são formalizada: ensina-se como um casal deve andar nas ruas de mãos dadas. Transgressões são punidas com humilhação: um sujeito foi pego se masturbando e sua mão é queimada. Como "função diária" eles devem ir à floresta caçar "solteiros" que fugiram ao controle/hotel. Aqueles que não encontrarem pares serão transformados em animais, aquele que desejar. Daí o título do filme, pois o protagonista Colin Farrell escolhe ser transformado em lagosta caso fracasse em encontrar uma esposa. Ao falhar na escola, acaba fugindo do hotel e se refugiando na mata com outros solteiros. Mas, para espanto, as relações seguem formalizadas, com uma série de tabus. Um deles: não se apaixonar por fugitivos, o que Colin faz imediatamente ao conhecer Rachel Weisz. 

Afora o enredo surrealista, dirigido de modo convencional e sério, o filme se arrastam tedioso, com sua dinâmica engessada que  determinou poucos diálogos e cenas arrastadas. Não empolga nem acrescenta. 



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