quarta-feira, fevereiro 08, 2017

Asas



Suas asas, amor
Quem deu fui eu
Para ver você conquistar o céu.

Observe tudo embaixo ser
Menor do que você,
Como tudo é.

E enquanto arde a coragem dos desejos seus,
Sem véus,
(proteus).

Abra seus poros, e papilas, e pupilas.
À luz da manhã.

E muito acima de Ipanema,
tão pequena, tão vã.
Viva o prazer, o som,
O estrondo de uma onda
Na arrebentação.

Enquanto eu piro à sua espera,
na esfera do chão.

Adriana Calcanhotto/Antônio Cícero

[Amor por esta música que ouço compulsivamente na academia na versão de Arthur Nogueira]

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