quinta-feira, janeiro 26, 2017

Taxi Driver, de Martin Scorsese


Por que eu e Gabriel estamos elaborando o roteiro de um cara que conduz um Uber, fomos atrás das referências. Assistimos aqui em casa 25.1.2017 ao classicão de 1976 do Scorsese, Taxi Driver. Cheio de boas imagens, com um personagem defendido por um Deniro entre os introspectivo e histérico.  Travis é um sujeito tosco, que não consegue dormir, que passa as noites a dirigir um táxi para ocupar um tempo em grande parte preenchido por cinemas pornográficos e muita televisão. Se apaixona por uma moça lindíssima que trabalha para um candidato, e se torna obsessivo pela prostituta mirim Iris, interpretada por uma Jodie Foster menina. Num crescendo de horror diante da degradação da cidade, com suas prostitutas, bêbados, drogados, gigolôs, bandidos e perdedores, ele - igualmente um perdedor - fantasia tornar-se um justiceiro redentor, que com arma e violência irá purificar a cidade. Fantasia para os pais uma vida que não tem, com quem se corresponde com cartão postal. No fim, enfrenta um gigolô numa luta sangrenta e termina "miraculosamente" se convertendo num salvador. Um desfecho absolutamente incompatível com todo o andamento do filme. Ainda assim, cheio de cenas e momentos interessantes.



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