terça-feira, janeiro 10, 2017

Last Days in the desert, de Rodrigo Garcia.


Boas ideias filmadas sem contundência numa paisagem insólita. Mais um Jesus para galeria dos cristos desclamourizados e um pouco recalcitantes. O encontro com a família, o conflito entre pai e filho, a aceitação do destino, o cumprimento da palavra do pai e a partida, tudo espelhando os sentimentos de um Jesus que tem por único interlocutor o Diabo, apresentado à sua imagem e semelhança. Narrativa especular, mas insossa. Como diria Guimarães Sagrado: não transcende.

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