terça-feira, dezembro 13, 2016

Um texto antigo que virou novo em outro momento

Voo

E quando eu acho que nada mais vai acontecer, acontece. Foi assim no dia que eu cheguei. O escaldante sol do Rio. A Gloria, o Catete, Ipanema. O morro do pavão. Agora aqui, no Bairro de Fátima, ele sempre sendo o mais prosaico e tão lindo com seus velhos e velhas velhando a vida em torno de mesas Bramas e Originais. Deito no cativeiro, sonho a perda do boné. Acordo suado. Depois no whatts, eu lhe pergunto se ia seguir me esnobando. Ando puto! Diz que tem compromisdo, vai visitar a mãe longe. Etc. Me chama e vou, num pulo, decidido a não mais ir, encerrar. Essa porra de ponte aérea. Não rola. Chego e está no banho. Marca de sol. Ouro e marrom. Diz: você não quer esfregar minhas costas? Se há coisa em que sou bom é nisso: banho a dois. 5 minutos de pressa viram 2h30 entre a cama e banhos com despedidas reiteiradas. Sabão e pelos. E aquilo tudo que não se espera que aconteça e acontece, e a gente acha que já sabia todos os truques e nos desconsertam. Já disse num outro canto que "todos os caminhos me levam para o Rio".

E para não esquecer:

Sou mais feliz no Rio

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