quarta-feira, novembro 30, 2016

Um post no facebook no dia do desastre com avião do time do Chapecoense.

A notícia do acidente e das mortes foi dada. A cobertura passo a passo em Chapecó ou publicações de vídeos pré e pós desastre servem a quê? Se interessar, é tão somente às familias. Sentir empatia pela dor dos outros, não implica curiosidade mórbida. A mídia expõe o espetáculo ganhando audiência e patrocínio. O desastre será explorado à exaustão, como chacais e abutres.

NENHUMA INFORMAÇÃO RELEVANTE JUSTIFICA A COBERTURA HISTÉRICA QUE SE FARÁ A SEMANA TODA, NUM DISCURSO EMOCIONAL E PIROTÉCNICO QUE NADA ELUCIDA.

Vi isto acontecer com Sena, Os Mamonas Assassinas, Montagner. E as redes sociais vão dar ressonância a isso. Ela não é uma alternativa a idiotia televisiva, também aqui estarão a espetacularização e pior: o cidadão comum com seus hashtags e fotos alteradas - achando que são sinceros, espontâneos, solidários ou empáticos - replicando o efeito da cobertura e, portanto, comprovando o quanto são influenciados pela TV/mídia. Os mortos seguirão mortos. A mídia enriquecerá.

E o CIDADÃO MIDIOTIZADO sentirá que contribuiu com seus LIKES num coletivo de dor vazio que não serve a nada, mas que é termômetro para novas manipulações. ENQUANTO ISSO MAIS UMA NOVA LEI NEFASTA SERÁ VOTADA E TORNARÁ O BRASIL UM PAÍS MAIS ATRASADO E DESIGUAL.

Maiúsculas por Airton dos Santos

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