quarta-feira, agosto 03, 2016

Sobre ser professor

Segunda estive no Maximize Paulista, voltei às aulas com uma semana de atraso, já que tinha esquecido o retorno e marcado exames médicos para data. Aquela alegria de voltar à sala. Os alunos reclamaram minha ausência, uns vieram me dizer que estavam com saudades. No fim da aula da tarde, ao sair da sala, duas alunas me abordaram. Uma me falou comovida, que tinha na semana anterior tido um dia horrível, mas estava feliz porque ia ter aula comigo a noite, e quando chegou, eu tinha faltado. Ao dizer isso ela começou a chorar, mais comovida do que triste. E eu dei um abraço e pedi desculpa. E fiquei muito espantado. Pois, sinceramente, eu não ne sinto mais apaixonado por lecionar, embora dê meu melhor quando estou em sala. Mas essa aluna que veio às lágrimas, veio a me lembrar a importância do que faço para além da disciplina que ensino e do meu próprio entendimento do que significa ser professor. Em Mauá, ontem, no fim da aula da tarde, o sinal soou e os alunos permaneceram imóveis nas cadeiras por quase dez minutos, tudo para ouvirem eu terminar de contar uma história para eles. O que para mim é sempre um espanto. Ser professor é um tempo de breve encontro, tudo passa, não tem permanência, conta só o instante de exposição, de presença, de amor a quem nos dispõe ouvir.

Um comentário:

Fabrício Viana disse...

Ser professor é uma arte. Talvez eu encare esta profissão nos próximos anos. :-)