sexta-feira, agosto 05, 2016

Janis: little girl blue, documentário


Amo a Janis Joplin desde a adolescência por causa da minha prima/irmã Elaine. Sou apaixonado por tudo, pela figura, pela presença de palco, pela força da voz, da canção, das letras. Uma fúria santa dionisíaca, uma força que esconde fragilidade e dor. Como o adolescente que fui. Janis Joplin morreu jovem, de overdose, era uma menina delicada e apaixonada pela família e pelo mundo. O dom de cantar veio (esta é a tese martelada no documentário) para sobrepujar humilhações várias sofridas desde a escola por não se encaixar ao padrão, por sua "feiura" que seduziu no final todo mundo. O documentário é sagaz, cheio de depoimentos, arquivos, tudo tentando desvendar o ser por tras da voz. Tem aquele defeito bem americano, psicologizar o biografado e justificar todo o talento por meio de traumas, como se uma pessoa não fosse muito além disto. Janis excede sempre, e morta, vive mais que os vivos, etrnamente rouca, rascante, singularmente bela.

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