quinta-feira, agosto 25, 2016

Fluxorama, de Jô Bilac e direção de Monique Gardenberg


Quatro monólogos

1. AMANDA. Uma mulher perde gradativamente os sentidos e, desesperada, oculta do marido e amigos seu estado. Paradoxalmente, passa a se relacionar melhor com as pessoas, e a ser adorada conforme avança em deficiência e simulação. [Interpretado por Juliana Galdino]

2. LUÍZ GUILHERME. Preso nas ferragens, enquanto agoniza, um homem reflete sobre sua vida banal, procurando o extraordinário e concentrando-se finalmente na lembrança do amor de sua vida. [intermpretdo por Luiz Henrique Nogueira]

3. VALQUÍRIA. Enquanto corre a São Silvestre, uma mulher se questiona o motivo de se empenhar numa maratona sem sentido, num crescendo de exaustão, conclui que é necessário terminar algo e seguir com a vida apesar de todas as possibilidades trágicas, catástrofes e dramas pessoais. 

4. MEDUSA. Um homem após fumar um cigarro de maconha, senta-se em posição de ioga e empenha-se a meditar, esvaziar a mente de qualquer pensamento, mas num crescendo desesperado seu discurso/fluxo de consciência é perpassado por todas as angústias existenciais religiosas e filosóficas que acometem o homem, do humor chega-se à consciência e angústia do sem sentido da vida; e, por fim, da solidão a que todo ser mortal (saco de carne) está sujeito enquanto vive.


19.8.16 - SESC Ipiranga - com Gabriel e Airton.

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