sexta-feira, agosto 19, 2016

DEVIL HANNAH


O lançamento de um disco jamais repetirá o impacto que teve Devil Hannah, principalmente para o heavy metal. Este vinil implodiu tudo o que tinha feito até então e sua influência foi decisiva não só para que um Black Sabbath ou um Metallica viesse a existir, mas para definição do próprio gênero. Devil Hannah, estampando na capa o inconfundível rosto -- não do vocalista Dizzig - mas da baixista Hannah, tornou-se, de imediato, um ícone da cultura ocidental. Homem-mulher-fera, Hannah, cujo nome é legião, com sua presença desnorteadora, agressiva e performance visceral, compensava em espírito, o fato de seu baixo sumir por baixo das guitarras e voz rascante de Dizzig. Impossível explicar às novas gerações que os cabelos compridos agitando-se no ar num bater de cabeça, parecendo hoje tão natural, partiu da cabeça de Hannah. O impacto comportamental que redefiniu o visual metaleiro no mundo, as roupas pretas, as calças justas como uma outra pele negra, e o olhar sem redenção, tudo deve-se a Hannah, cuja presença de palco e estilo mudou o comportamento de gerações. Sem Hannah, Daevil minguou e morreu. Sem Hannah, Daevil minguou e morreu. Hannah abandonou a banda em pouco mais de um ano, perdida nas drogas e envolvida em escândalos sexuais, que envolviam quebra-quebras em quartos de hotéis, bebedeiras homéricas, orgias regadas à cocaina, heroína e LSD que envolviam bodes e morcegos. Saiu de cena no alto, nunca tendo de fato abandonado o baixo, com contribuições para Powerslave, do Iron Madden; Rust in Peace, do Megadeth; British Steel, Judas Priest e Blizzard of Ozz, de Ozzy Osbourne. Conta a lenda que deu nome a banda e ao álbum Chaos A.D., do Sepultura. Fato é que seu visual e sua atitude marcou e definiu a postura heavy metal no planeta. Como bem afirmou Ozzy, Hannah nunca morreu, vive em cada moleque cabeludo que chapa o coco ao som do metal.

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