sábado, agosto 27, 2016

A noite em que cruzei com Caetano veloso (ou, recuperando um post antigo de 2011


Descendo a rua Taylor pra acompanhar Jô - que ia ver Céu, no Circo Voador, - eu cruzei com o Caetano Veloso. Ele vinha sorridente a pé ao lado de um garoto e uma moça muito linda de cabelos curtos. Achei-o bonito com seu sorriso rápido e tênis baixo; e a meia-noite e seu tanto ficou mais estelar. Eu até pensei em correr atrás, dizer a ele muito devoto: "Caetano, eu gosto de você. Você é o cara que me ensinou a ser mais livre". E um tanto ridículo, para constrangê-lo, ou para vê-lo sorrir, gritaria: "Caetano, você é o meu Chico Buarque". Mas não fiz nada disso, eu já tinha vivido uns minutos antes minha porção de estrelas num apê profano de Santa Teresa, com a noite reclinada nos brancos arcos da Lapa.


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