terça-feira, julho 19, 2016

Então me roubaram o celular

Então roubaram, ou para ser mais preciso, furtaram meu celular. Sem assalto, passaram a mão no meu bolso e foi-se. Um celular de 2.500 mangos, do qual eu paguei mil reais, pois o Paranex queria me presentear sem saber como fazê-lo. Isto a um pouco mais de dois anos. Ele andou dando uns paus, ameaçou não funcionar mais, fiz uma limpeza e ele estava perfeito, azeitadinho. 

Perder um objeto não é nada. O problema são as fotos não baixadas, a agenda atualizada com tantas pessoas cujo primeiro contato depende de mim. Perderam-se todas as mensagens, pois sigo não apagando nada. Putarias mil, nenhum nude (meu), conversas mais que íntimas. Anotações importantes, princípios de um conto ótimo de um sapo. E aquela resposta a mensagem que mandei, e que eu lia todas as vezes que tinha uma recaída tola, para entender de que matéria são feitas as desilusões amorosas e a decepção com as pessoas. Foi-se.

Fiz boletim de ocorrência online. Mudei todas as senhas. Bloqueei conta no Google. Mandei para Vivo o serial que inutiliza o aparelho. Mas perdi o número de gente cujo número deveria ter apagado e não apaguei. Então é o destino encerrando uma história. O que o destino nos manda, temos que aceitar. Deu prejuízo. Queria comprar outro aparelho igual ou versão mais atualizada: 3.500,00. Está louco! Por um celular?! Baixei na Paulista e comprei este  meio xingling meio nacional da marca BLUE, custou 750,00. Parece pouco, mas já é prejuízo. Demora horrores para carregar, mas gostei deles. 

Só lamento as fotos, algumas mensagens não apagadas, anotações bobas como números de ônibus no Rio, e furtivos encontros. Mas a vida é para diante. E Deus é bom comigo. Está dizendo para eu descartar e seguir. Sigo.

Nenhum comentário: