quarta-feira, julho 13, 2016

8 de julho, morte do Paulinho


Então recebi pelo whatts a notícia de que Paulinho estava internado com uma infecção severa, já comprometendo órgãos. Há alguns anos ele havia sofrido um acidente de carro e perdido o baço, o que reduziu sua imunidade. Então, no dia seguinte, veio já a noticia de sua morte. Estava no Rio. Não pude ir ao seu funeral e enterro. Achei na sua página esta foto que traz uma síntese do pessoa que foi. Braços abertos, feliz, na natureza, nos grandes mistérios mágicos do mundo. Ele que me levou para acampar ainda na época do colégio, e me elegeu para seu amigo, organizando viagens para Dudolândia, para Ilha Bela. Quando morava na viela, ficávamos sentados nos degraus conversando, a irmãzinha Fabíla passava; anos depois mudou-se para o fundo do Zaíra, e eu o visitava, e conversávamos longamente. Lembro de suas mandalas, do porão-quarto-toca onde imprimia seus desenhos e escaneava fotos das viagens. Cada ano eu o via menos, distante que estou de Mauá, mas sempre nos reencontrávamos com alegria. Sua alma tão sintonizada com os inumeráveis mistérios espalha-se na natureza efêmera das coisas, para intergrar-se ao mundo. Para mim, ele compõe minha história, minha descoberta do mundo e das pessoas e, por isso, está no sujeito que me tornei. Como se perde parte daquilo que é o que somos?

Descanse, meu lindo. 

Amor.

Du

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