sexta-feira, junho 03, 2016

Uma postagem no facebook, um comentário inteligente de uma aluna




Isabella Mendonça As comparações são paralelos históricos muito bem colocados por sinal. O capitão do mato tinha a função de reprimir quem cometia delitos e, sobretudo, capturar escravos fugitivos. Mas é óbvio que utilizavam da violência em ambas. Se fizermos um paralelo com a função da polícia hoje (evitar delitos, garantir a segurança) e forma com que a corporação age (com extrema violência), teremos aí o que a imagem representa. Aos que defendem que a polícia age certo, talvez devessem refletir: a polícia reprime quem ela quer reprimir - ou melhor, quem o governador quer reprimir. Basta levar em consideração as ações nas manifestações, por exemplo, do Movimento Brasil Livre, pró impeachment, e do Movimento Passe Livre, de representantes de esquerda. Haverá ainda aqueles que dirão, com toda a convicção, que a polícia só age com truculencia em movimentos de esquerda por conta da ação dos proprios manifestantes, e então eu já lanço a pergunta: você acredita em tudo que a mídia coloca?
Saindo um pouco desse âmbito das manifestações e pensando na periferia. Quem o policial aborda? O negro de capuz e chinelo ou o branco de capuz e chinelo, na esmagadora maioria das vezes, a menos que haja real suspeita sob o branco, o policial abordará o negro. E se o negro oferecer resistência, provavelmente acontecerá algo além de chute de coturno na cara. É só observar. Refletir. Analisar. Ter pensamento crítico para concluir que sim, a imagem faz um bom paralelo e sim, a abordagem da PM é extremamente desnecessária e violenta.

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