quarta-feira, junho 15, 2016

Sobre crimes homofóbicos: matar algo que não morre

 Tirado do facebook, um texto de Matheus Rodrigues

O irmão do Zé Celso, Luís Antônio Martinez Corrêa, que era gay, foi assassinado em 1987 com 107 facadas. Quando fala sobre o assunto, sempre emocionado, Zé Celso costuma dizer que, para se matar uma pessoa, uma, três, cinco ou até dez facadas são mais que suficientes. Com cento e sete facadas o que se quer matar não é a pessoa, mas algo muito mais profundo, algo que não morre. É nisso que penso sempre que leio noticias sobre a morte de LGBTs. E foi isso que me veio logo à mente quando fiquei sabendo do atentado na boate LGBT na Flórida que matou 50 pessoas e feriu outras 53. Tentam matar algo que não morre. Algo que, por mais que queiram, por mais que tentem, não morrerá jamais. E o melhor exemplo disso está vindo lá dos EUA mesmo: a Parada do Orgulho LGBT de Santa Mônica, na Califórnia, acontece hoje, mesmo sob ameaça de bomba (um carro cheio de explosivos foi encontrado no trajeto da Parada). Esse ano a Parada está silenciosa, sem música, em luto pelos mortos da Flórida, mas o recado é claro: Não desistiremos. Tirem o seu ódio do caminho, porque o nosso amor vai passar.

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