sábado, abril 02, 2016

Revendo The road com Airton


Airton veio aqui em casa e ficamos falando sobre The walking dead e outros filmes zumbis. Perguntei se ele conhecia o filme apocalíptico filosófico The road (A estrada), filme de 2009. Baixei, e reassisti com ele comendo pipoca e tomando coca-cola, feito aquelas sessões da tarde da infância. A bela fotografia, a lentidão, os inserts bonitos,  a desolação sem perspectiva, o afeto e a esperança do pai depositado no frágil menino, faz desta adaptação do romance de Cormac MacCarthy uma beleza acima da média. Sem histeria épica (embora estejam lá os assassinos e canibais), a trama caminha melancolicamente por uma estrada entre o filosófico e o sagrada, buscando um sentido da vida e definindo o que faz do homem mais que um animal. Ambos levam o fogo, símbolo máximo da humanidade. Linda a ideia que o que o futuro trará é o recuo do homem para os primórdios do tempo, voltando a luta primitiva com a natureza (gelo), a fome e outros homem.

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