segunda-feira, abril 18, 2016

Aniversário 17.4.16 - Dia do Golpe do Impeachment da presidente Dilma.

Ontem foi meu aniversário.

Passei na casa do irmão: Mãe, Valdecir, Cinha, Lê, Victor, Pedro, Gabriel, Sérgio. Churrasco frio e pizza. Cantamos parabéns para o Victor e comemos um delicioso bolo de leite ninho. Depois dormi. Acordei. Li mensagens bonitas de ex alunos e amigos no facebook e no whattsapp. Estava melancólico. Ganhei presente ontem de Cecile (bombons), uma camiseta da Marcinha. Me presenteei com dois tenis nike comprados em Santo André. Um livro de Arte que esperava, chegou pelo Correio como se fosse um presente. Li Drummond no trem e no metrô para Gabriel. Big está bem. Limparam minha casa.

Ontem foi a votação

Acordei naquele clima de GOLPE inescapável. Fui a feira com Gabriel, abastecer a geladeira. Saí de casa tarde, passamos pelo Vale do Anhangabaú onde estariam concentradas as pessoas contra o Golpe. Muitos policiais. Ainda um número reduzido de pessoas. No telão ouvi um discurso do cartunista Laerte. Achei tudo meio triste. Desci e Mauá e apanhei um taxi, os irmãos não quiseram me pegar. Um sol inacreditável. Na televisão a votação corria em Brasília, comandada pelo bandido-mor Eduardo Cunha. Desfilaram todos os hipócritas nos microfones apregoando razões como Deus, pela Família, contra o comunismo, pelo Brasil, Fora PT. Muito sarcasmo, muito cinismo. O lado mais feio do Brasil, seus representantes. Houve discursos bonitos, rápidos, angustiados, indignados. Fim. A presidente segue como réu, sem ter cometido crime, sem indício qualquer de corrupção. Injusto. A Constituição uma peça dobrável, à serviço de quem tem o poder. Michel Temer conspirando. Renan Calheiros. Bonsonaro homenageando um torturador, citando com orgulho 1964. Centenas de postagens indignadas rolam na time line do Facebook, até resultarem num humor que é um quê de desespero. 


Nenhum comentário: