quarta-feira, março 02, 2016

Carol, de Todd Raynes


Carol, de Todd Haynes. A obsessão do diretor pelos antigos melodrama de Douglas Sirk, belos, glamourosos e com questões morais, mas adaptados ao tempo presente. Mas a emulação de um estilo pouco ajuda se o diretor não avança, acrescenta algo além do banal. Eis a questão: Hayes nada tem a acrescentar. Piorando tudo, Cate Blanchett repetindo-se como a mulher elegante e misteriosa de alta classe com muitas caras e bocas de revista de moda (quando tinha sido visceral no Blue Jasmine, de Allen) e Rooney Mara anêmica e desinteressante, como sempre.

O filme gira em torno do "amor" entre a socialyte metida num péssimo casamento e a balconista aspirante à fotógrafa. Chatageada pelo ex-marido possessivo, ela terá que optar em viver seu amor com a mocinha ou perder a guarda da filha, já que o marido a processa por imoralidade, após colher provas com um detetive particular. As cenas lesbochiques não contribuem para adesão do público ao romance. O rigor estético de Todd criou um filme belo, distante e enfadonho, em que a ausência de química entre as protagonistas compromete ainda mais a torcida pela história de amor. E mesmo com final "feliz", o filme parece nunca se realizar plenamente.





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