sábado, janeiro 09, 2016

Um comentário sobre matéria da FOLHA: 20% da universidade pública é ocupada pelos mais ricos




Agora com a proposta de inclusão do ENEM, quotas e reserva de vagas, toda a imprensa começou com essa "pseudo" indignação. Os ingênuos não veem que ao abordarem isto, os donos da imprensa (que estão incluídos nesses 20% mais ricos), começam um processo (em parceria com o PSDB, em SP, principalmente quando se trata de USP e UNICAMP), primeiro, de desacreditar o sistema universitário, para iniciar a tão sonhada PRIVATIZAÇÃO. Alguma dúvida de que os 20% seguirão na universidade caso haja privatização, ocupando exatamente as mesmas cadeiras que sempre ocuparam? Você pode dizer o mesmo dos mais pobres? Você acha que esse dinheiro será de alguma forma revertido para melhoria da própria universidade? Você não pensou que eliminar cotistas e botar bolsista, que terá que arcar com parte das mensalidade, procurar financiamento, ou ficar atrelado pós-formado a prestar serviço a universidade avanço ou retrocesso? Essa conversa dos mais ricos é preocupante; sim, eles ocupam os cursos de prestígio por n motivos, mas o discurso está sendo usado como justificativa para cobrança generalizada. Não esqueçamos como atualmente a imprensa passou a demonizar a universidade, pois é de lá que vem a ameaça ao sistema, ainda mais quando passa a incluir aqueles que minimamente ou que jamais foram incluídos no ensino superior: perifas, pretos, pobres, deficientes, mulheres etc. O processo da direita/elite no poder é sempre o mesmo: corta verba para sucatear o sistema, suspende contratação de professores, bota no controle reitores despóticos e a seu serviço, superlota salas, sobrecarrega professores, fecha horários de cursos, corta bolsas, corta vaga de alojamentos, burocratiza acesso a passes, auxílios diversos e segue depauperando o sistema, depois apresenta como solução: privatização/cobrança de mensalidade no ensino público. O dinheiro/cobrança é a melhor força de exclusão inventada neste país, pois dinheiro esconde sua ideologia. Tome muito cuidado ao difundir essas estatísticas, pois elas tem propósito claro. Excluir pelo viés econômico (quem pode pagar fica, quem quiser isenção terá uma burocracia surreal para provar indigência a fim de frequentar os cursos de menor prestígio). Fica a dica.


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