segunda-feira, janeiro 04, 2016

Ligações Perigosas, revendo com Gabriel




Reassisti ao Ligações Perigosas, de Stephen Frears (1988) com Gabriel, antes que ele visse a adaptação feita pela Globo, e também por ser um dos meus filmes prediletos. O livro caiu na minha mão num pacote-doação que minha irmã trouxe da Cosinox ainda nos anos 80. A tradução era de Carlos Drummond de Andrade, com o título As relações perigosas. Li uns trechos, grifei outros, os que achava mais apaixonante.







O elenco é estelar e deslumbrante, cheio de interpretações incríveis, como a de Glen Close, John Malcovich e Michelle Pfeiffer. É a estreia de Uma Thurman e Keanu Reaves era um garoto. A adaptação foi da peça baseada no livro francês de Choderlos de Laclos, daí a teatralidade que há no filme (cenas/diálogos e composição em tableaux), mas que habilidosamente a direção desfaz com engenhosidade. Tudo é lindo, a luz, os enquadramentos, a movimentação dinâmica das cenas, o figurino e o cenário.




Fantástico como ele trabalha a ideia de duplicidade da Marquesa/Glen sempre o posicionando diante de espelhos, abrindo e fechando o filme, com a ideia de maquiagem/máscara posta para "atuar" na sociedade. Aliás, todos encenam papéis, e é contra as frases clichês que ela e o Visconde ironizam todo o tempo. Para estudante que querem entender o Realismo, taí um filme que ajuda demais.


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