segunda-feira, janeiro 18, 2016

House of cards, série da Netflix



Sabia da sua existência, mas não tinha muito interesse sobre séries focando o universo da política estadunidense. Então, baixei na Maristela, e ela me convenceu a assistir ao primeiro episódio. E a constatação de que a vida inteligente migrou por completo para as séries. Tudo é incrível, da fotografia, a direção dinâmica e engenhosa, as interpretações iluminadas, e o texto/roteiro afiadíssimo. Shakespereano até o osso, no modo como o protagonista vira para câmera e comenta suas ações cínicas e perversas, à maneira de Ricardo II. E a esposa macbethiana. Genial até não caber mais. Roubei da internet os motivos para assistir ao filme. 

Celebrada como uma das melhores séries da atualidade, House of Cards é uma produção da Netflix e entrou na 3a fase. 

1. Os protagonistas

O produtor David Fincher (responsável por filmes como Seven, O Clube da Luta, O Curioso Caso de Benjamin Button, Os Homens que Não Amavam as Mulheres e Garota Exemplar, entre outros) garante que todos os membros do elenco principal eram a primeira escolha. O resultado disso foi um Emmy, considerado o Oscar da televisão, de melhor Elenco de Série Dramática já na temporada de estreia. 

Em excelente fase, Kevin Spacey é o protagonista Frank Underwood, um político ambicioso que não mede esforços para atingir seus objetivos. Ele é capaz de mentir, manipular e até matar. No entanto, a série faz com que o espectador seja o seu maior cúmplice — ele fala diretamente para a câmera em alguns momentos. Acabamos, involuntariamente, torcendo para que suas maracutaias deem certo.

Claire Underwood, esposa e comparsa do político, é vivida pela bela Robin Wright. A atriz, que interpretou a namorada de Tom Hanks em Forrest Gump e que também é muito lembrada por seu casamento com Sean Penn, dá-nos uma excelente e intrigante personagem feminina. 

2. O enredo

Adaptada pelo roteirista Beau Willimon do livro homônimo de Michael Dobbs, a série, que também tem uma versão britânica, acompanha a vida do congressista Frank Underwood. O político, após perder a oportunidade de exercer o cargo de Secretário de Estado, inicia uma campanha inescrupulosa para derrubar aqueles que o prejudicaram. 

Embora o casal Underwood (Kevin Spacey e Robin Wright) não seja "flor que se cheire", a verdade é que ninguém é mocinho nessa história. Como trata dos bastidores da política norte-americana, outros personagens orbitam em torno dos dois — e também servem como massa de manobra: o congressista alcóolatra Peter Russo (Corey Stoll), a repórter ambiciosa Zoe Barnes (Kate Mara) e o chefe de gabinete Doug Stamper (Michael Kelly) são alguns exemplos de personagens com o "rabo preso". 

Ninguém tem moral na trama — e talvez seja exatamente por isso que a série pareça tanto com a "vida real". 

3. A fotografia

Se você ainda não está empolgado com a história, House of Cards tem ainda uma fotografia muito interessante — e que também foi agraciada com um Emmy. A série mostra a que veio já na abertura, que, feita em time-lapse, evidencia a imponência da capital dos Estados Unidos. 

4. Os fãs ilustres

A série é a favorita da presidente Dilma Rousseff e também faz a cabeça de Barack Obama, que morre de medo de receber spoilers. O presidente norte-americano, inclusive, já declarou que gostaria que algumas coisas na Casa Branca funcionassem tão bem quanto na série. 

— Eu estava assistindo a Kevin Spacey e pensando: "Esse cara está conseguindo realizar muita coisa" — brincou. 


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