segunda-feira, dezembro 28, 2015

Bruno esteve aqui, mas não há fotos



Bruno, meu ex aluno do Henfil, meu amigo do Zaíra, o estudante de mestrado em Arte com quem fui à Colombo, no Rio. O professor, o doutorando da Unicamp, meu amigo. O garoto que aos 17 eu me recusei a emprestar o Sodoma, de Pasolini, pela curta idade, e que se apaixonou perdidamente pelo Antonioni, tempos depois. Ele me mandou uma mensagem para encontrarmos a "turma" depois do Natal. A turma não veio, mas ele baixou aqui. Fomos ao mercado: kiwi e limões, aqui cachaça e vodka, algumas latas de cerveja. Bebemos. Falamos de Bossa Nova, Proust, da ruindade da tevê, de Caetano, de Chico, de Nuno Ramos, Artes plásticas, de T.S.Eliot, que Julia (sua esposa) traduz. Zapeamos o youtube, vimos/ouvimos clipes canções. O estrangeiro do Caetano.  Pedi à meia noite pizza, comemos, ele dormiu aqui e saiu cedo. Uma visita inesperada. Bruno tem agora 27 anos. O tempo e sua artimanha veloz de embaralhar tudo, de afastar e aproximar pessoas, um engenho que a tudo trucida, deglutindo até memórias. Veio aqui me trazer um presente. Poucas pessoas me dão presente. Um cd do Jards Macalé - Só morto, Buning night;  e o romance Ferdydurke, de Wittold Gombrowicz, que não li, não sei quase nada. Gostei de mais do périplo. Tanto, que não há fotos.


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