segunda-feira, novembro 30, 2015

A colina escarlate (Crimson Peak), de Guillermo del Toro




Baixei e assisti ao novo filme do Guillermo del Toro, na mesma linha gótica, sexual e hiper violenta de todos seus filme anteriores. Uma adaptação de Barba Azul, visualmente lindo, tenso e bobinho. A onipresença de Mia Wasikowska e Jessica Chastain em toda produção cool se repete, mas a imagem de ambas começa a cansar. Tom Hiddleston, num papel estranhamente ambíguo, mas fraco. Uma colagem do gótico a la Edgar Allan Poe, a casa fantasmagórica, a paixãozinha amorosa e romântica, o grotesco e algum horror. Achei esquecível.

No Cine Belas Artes, na Paulista.


Paulista.
29.11.2015.

quinta-feira, novembro 19, 2015

Panaméricas de áfricas utópicas: montando um curso para Casa das Rosas

Recebi o convite para ministrar um novo curso na Casa das Rosas com o o tema "refúgio", sentei e elaborei este pré-programa para 5 encontros entre janeiro e fevereiro




Migrações, exílios e refúgios: São Paulo, Brasil e outras paragens 

Um percurso de leitura de poemas, contos e letras de canções de autores brasileiros impactados pela experiência migrante. Em cinco encontros, propõe-se realizar um percurso literário pelo sentido político, emocional e poético das migrações para São Paulo e outras metrópoles, além do sentimento do brasileiro fora de seu país e o impacto deste trânsito em sua criação. Sem descuidar do sentido estético de autores e obras investigadas, a literatura torna-se refugio, registro e abrigo dos artistas.

Programa: 1o encontro: A chegada: portugueses, africanos, italianos, alemães e espanhóis; 2o. Orientais, arábicas e judaicas paragens. 3o. O trânsito interno: os muitos sertões de Sampa.  Migração na canção popular: Gonzaga, Caetano, Gil, Chico Buarque e Chico Cesar. 4o. A imagem migrante: reflexões sobre Gaijin (de Tsuka Yamasaki); O homem que virou suco (de João Batista Andrade), A hora da estrela (de Susana Amaral) e Corações sujos (de Vicente Amorim). Portinari, Lazar Segall: olhar migrante na pintura. 5o. Milton Hatoum, Moacyr Scliar e Marcelino Freire.  Reflexões a partir de Guimarães Rosa. 

Eduardo de Araújo Teixeira, doutor em Letras pela USP, pesquisador do PACC/UFRJ (sobre periferia, literatura e cinema), roteirista e professor.

Autores a serem visitados:

“A Ilusão do migrante”, in Farewell, de Carlos Drummond de Andrade
Passaporte, de Fernando Bonassi
“Monólogo de Tuquinha Batista”, de Aníbal Machado
“Gringuinho”, Samuel Rawet
“A sociedade”, “Gaetaninho” e “Carmela”, de Antonio de Alcântara Machado
A hora da estrela (excertos), de Clarice Lispector
Rasif, mar que arrebenta, de Marcelino Freire
Amar verbo intransitivo (excertos), de Mário de Andrade
“O telhado e o violinista” (in O reino da cebola), de Cintia Moscovich
“O cavalo que bebia cerveja” (in Primeiras Estórias), de João Guimarães Rosa
“Orientação” (in Tutameia), de João Guimarães Rosa
A cidade ilhada, de Milton Hatoum


“A imagem do imigrante na literatura brasileira (ensaio), Moacyr Scliar

Filmes

Gaijin – caminhos da liberdade (1980), de Tisuka Yamasaki
Corações sujos (2011), de Vicente Amorin (baseado na obra de Fernando Moraes)
O homem que virou suco (1981), de João Batista Andrade
A hora da estrela (1985), de Susana Amaral

Pintura

Antonio Rocco – Os imigrantes

segunda-feira, novembro 09, 2015

De Staat - Witch Doctor, video clipe genial e making off



Um clipe genial de -  De Staat - Witch Doctor - apresentado pelo Airton.



Making off tão surpreendente quanto o clipe.

Então comprei o homem de ferro


E não foi nada barato.

Projeto, moldes de gesso para as crianças


Desde que o Airton me mostrou a loja com produtos para confecção de esculturas e moldes em silicone para estátuas de gesso e resina, meu foco-hobby pirou. Falta a tartaruguinha, mas o resto já está aqui. 

Outro Sertão, de Adriana Jacobsen e Sorais Vilela (2013)



“Outro Sertão” é um documentário sobre a estadia de João Guimarães Rosa na Alemanha nazista. O filme resgata a experiência do então vice-cônsul em Hamburgo entre 1938 e 1942. Através de seus escritos, bem como de imagens de arquivo da época, documentos, testemunhos de pessoas que o conheceram e uma entrevista inédita com o próprio escritor, o documentário revela novos aspectos de sua biografia. Dividido em capítulos - a chegada, o amigo, o diário, o escritor, o diplomata, o alarme e a partida - o filme rastreia os quatro anos vividos por João Guimarães Rosa em Hamburgo. Imagens, em grande parte feitos por amadores alheios à estética oficial da propaganda nazista, esboçam o cenário no qual ele viveu. Trechos de cartas, contos e anotações em off revelam suas impressões pessoais. Documentos inéditos (alemães e brasileiros) e testemunhos de judeus que fugiram para o Brasil por Hamburgo, bem como de amigos e críticos, recriam a experiência de João Guimarães Rosa na Alemanha.

Outro Sertão (doc., Brasil, 2013, 73 min.)
Direção e Roteiro: Adriana Jacobsen e Soraia Vilela
Produção executiva Beatriz Lindenberg
Fotografia: Jacob Solitrenick, Yoliswa Gärtig, Roberto Manhães Reis, Thomas Keller, Adrian Cooper, Fernando Coster e Adriana Jacobsen
Montagem: Isabela Monteiro de Castro
Trilha: O Grivo
Motion graphics: Estúdio Rogério Costa
Voz escritor: Rodolfo Vaz
Voz documentos oficiais: Hans Pfeifer
Produtora: Galpão Produções / Instituto Marlin Azul
Motion graphics: Estúdio Rogério Costa
Coprodução: Galpão Produções / Instituto Marlin Azul
Realização: Adriana Jacobsen e Soraia Vilela
Participações: 46 Festival de Brasília 2013, Prêmio Especial do Júri. Seleção Oficial da 37a Mostra Internacional de Cinema de SP 2013.
vilela_jacobsen@yahoo.de
facebook.com/OutroSertao

[Ansioso para assistir a este documentário sobre Guimarães Rosa. E descobri que Susane tem, pois é amiga de uma das diretoras].

Eu, Cris e mãe em Santo André


Liguei para Cris, disse que visitaria mãe na quinta. Desci em Santo André, atrasado para variar, as 16h. Descobri que não há mais loja com estátuas de gesso. Pegamos ônibus, chegamos na mãe, que estava alegre, muito vivaz, conversou com Lucas no telefone, cantarolou. Tomamos café. Saindo de lá, eu e Cris jantamos na Padaria Vitória Régia, que tem aquela pizza sensacional. E nos despedimos no trem. As amizades mais longas e duradouras. A mãe diz que tem sonhado muito comigo. Eu tenho sonhado muito com ela. Há alguma coisa de tristeza em tudo. mas a vida segue insondável. 

Com Susana, Mauro, família

Hoje, café com Susana no CCBB, pela primeira vez conhecendo o Mauro. Chocolate, café, risos. Finalmente, transfiro os filmes para sua hd enquanto falamos de carros, precarização do ensino público, Chalita, concursos fraudados, e um documentário sobre Guimarães Rosa na Alemanha. No mais, meus defeitos e alguma pouca virtude, viram tema de conversa entre ela e Mauro. Almoço não planejado naquele restaurante enorme da Liberdade onde um japa toca Soul. Comida fantástica. E nos despedimos no metrô. Mauro fica no Ipiranga, e eu tomo por destino Mauá. Levo o computador arrumado para Sérgio, encontro Pedro felizão com amigo Fernando, jogando videogame. Vittorino falando as primeiras palavras, sendo a sua predileta "não". Mas não carece de domínio de linguagem para entender abasolutamente tudo que falamos. Caio no sono, pois sempre caio no sono quando estou em Mauá. Janto omelete com Lê e Sérgio, mostro a estátua do homem de ferro. E volto para casa, conversando pelo whattsapp com Gabriel no celular. Desemboco na Santa Efigênia, apresento o Cromecast para o Airton, documentários sobre IndieGames. Sou presenteado com melancia, assumo o compromisso de levar sua grana para o pagamento do aluguel. Mostro-lhe meu fracasso na construção do molde. E sento para escrever na internet. Amanhã milhões de aulas. 

Mais da CRISE



Vendo a população sofrida enfrentando a crise colossal que assola o Brasil. Aqui, 25 de março no fim do sábado.

Humor, sarcasmo, ironia


A meritocracia da matemática.

A cobertura da Rede Globo para o desastre em Mariana/MG

Cobertura na Globo sobre a tragédia em Mariana. O que me estarrece é sempre a cobertura emocional. Sempre apelando para o coração. "Eh muito triste" diz o apresentador. Cadê o fato? Por que as barragens se romperam? Quem são os responsáveis? Que mineradoras envolvidas? Como é possível não haver fiscalização garantindo a segurança? Nenhuma estratégia em caso se rompimento como o visto? Quem arcará com a assistência das famílias e futuras indenizações? Os custos? Quem será responsabilizado? E os rios contaminados? Por que a escassez nos reservatórios com tanta água represada e usada por mineradoras? Até quando o discurso do coração e o apelo à solidariedade ocultando os culpados e imbecilizando o espectador?

O fotógrafo Martin Parr em exposição na Galeira Lume em SP



domingo, novembro 08, 2015

Globo e concorrência


Charge visual


Análise do discurso jornalistico por Chico Biculo

Postado no Facebook, uma análise de Chico Bicudo para a forma como o jornal "enfatiza" determinadas questões políticas, e revela assim "formas" diversas de entender um fato. 




LULA E FHC - QUANDO UNS SÃO MAIS IGUAIS QUE OUTROS

Não tenho procuração para defender A ou B e penso que crimes de qualquer natureza ou 'tamanho' devam ser todos investigados, independentemente do cargo ou status do suspeito, respeitados todos os trâmites e procedimentos determinados pelo Estado de Direito. Mas vamos lá, um minutinho de atenção para um modesto e simples exercício de análise de discurso. Observem as duas matérias abaixo, publicadas hoje pelo 'Estadão'. Estão na mesma página. A notícia sobre o ex-presidente Lula recebe destaque, está no alto, embora as doações já fossem conhecidas. O título sugere que foi Lula, pessoa física, quem recebeu o dinheiro, e não o Instituto Lula, o que faz muita diferença. A empresa é nomeada - Odebrecht. E quem faz a afirmação tem nome também, é a Polícia Federal, estratégia discursiva que pretende garantir legitimidade à afirmação. Argumento de autoridade. Passemos agora à segunda notícia, que vem abaixo, com menos destaque, embora essa fosse, jornalisticamente, a novidade - pela primeira vez, foram identificados repasses para o Instituto FHC. Notem também que, enquanto lá 'Lula recebeu...', aqui a 'empreiteira doou...'. Faz toda a diferença. Ações atribuídas a sujeitos diferentes. Além disso, a empreiteira não tem nome, é genericamente chamada de 'empresa'. O destinatário da grana é o Instituto FHC, não o ex-presidente FHC. E quem chancela a denúncia é um 'laudo', e não mais a PF. Generalidades, de novo. Pergunto - esse tratamento narrativo absurdamente diferenciado e seletivo é casual? Mera coincidência?



Fonte do texto no blog do autor AQUI.

quinta-feira, novembro 05, 2015

Novas formas narrativas


Esta micronarrativa, na perspectiva de um cão, feita ao modo de mensagens do whattsapp.

22 Regras para um bom roteiro



Contar histórias é um desafio. Criar um bom argumento é fácil, difícil é fazer o desenvolvimento dele, e transformá-lo em algo interessante. Atualmente, quem melhor que a Pixar Animation Studios sabe fazer isso? Na minha opinião (e se você tiver uma diferente sinta-se a vontade para dizer nos comentários), ninguém.

Seguem as 22 regras de como montar uma boa história/roteiro. Elas foram tuitadas por Emma Coats, que faz parte da equipe de John Lasseter, e ajuda a criar algumas das histórias mais cativantes do cinema atual. São elas:

1. Um personagem deve se tornar admirável pela sua tentativa, mais do que pelo seu sucesso.

2. É preciso manter em mente o que te cativa como se você fosse parte da público, e não pensar no que é divertido de fazer como escritor. As duas coisas podem ser bem diferentes.

3. A definição de um tema é importante, mas você só vai descobrir sobre o que realmente é a sua história, quando chegar ao fim dela. Então reescreva.

4. Era uma vez um/uma________. Todo dia,__________. Um dia, então__________. Por causa disso, __________. Por causa disso__________. Até que finalmente_______.

5. Simplifique. Tenha foco. Combine personagens. Não desvie do principal. Você sentirá como se estivesse perdendo material valioso, mas ficará mais livre.

6. No que os seus personagens são bons e o que os deixa confortáveis? Coloque-os no lado oposto a isso. Desafie-os. Como eles lidarão com essas situações?

7. Crie o final antes de saber como será o meio. Sério. Finais são difíceis, então adiante o seu trabalho.

8. Termine a sua história e deixe-a, mesmo que não seja perfeita. Siga em frente. Faça melhor da próxima vez.

9. Quando você tiver um “branco”, faça uma lista do que não irá acontecer no andamento da história. Muitas vezes, é assim que surge a ideia de como continuá-la.

10. Separe as histórias que você gosta. O que você vê de bom nelas é parte de você. É preciso identificar essas características, antes de usá-las.

11. Colocar no papel permite que você comece a consertar as falhas. Se deixar na sua cabeça até aparecer a idéia perfeita, você nunca compartilhará com ninguém.

12. Ignore a primeira coisa que vier a sua cabeça. E a segunda, terceira, quarta, quinta – Tire o óbvio do caminho. Surpreenda a si mesmo.

13. Dê opiniões aos seus personagens. Passivo/maleável pode parecer bom enquanto você escreve, mas é um veneno para o público.

14. Por que você precisa contar essa história? Qual é o combustível que queima dentro dela, e do qual ela se alimenta? Esse é o coração da história.

15. Se você fosse o seu personagem, e estivesse na mesma situação, como você se sentiria? Honestidade dá credibilidade para situações inacreditáveis.

16. O que está em jogo? Nos dê uma razão para nos importarmos com o personagem. O que irá acontecer se ele fracassar? Coloque as probabilidades contra o sucesso.

17. Nenhum material é inútil. Se não está funcionando, largue de mão e siga em frente. Ele pode ser útil mais tarde.

18. Você deve saber a diferença entre dar o seu melhor e ser espalhafatoso. Histórias são para testar, não para refinar.

19. Coincidências que coloquem os personagens em problemas são ótimas; as que os colocam fora deles, são trapaça.

20. Exercício: Divida em pedaços um filme que você não gosta, e o reconstrua de forma que ele se torne um bom filme, na sua opinião.

21. Você deve se identificar com as situações e reações dos seus personagens, e não escrevê-las de qualquer forma. Você agiria da mesma maneira que eles?

22. O que é essencial na sua história? Qual a forma mais curta de contá-la? Se você souber a resposta, pode começar a construí-la a partir daí.


Jogos pc e outros vários


BAIXAR JOGOS via torrent AQUI

Indie game: the movie, comentários


Um documentário sobre o mundo dos desenvolvedores independentes de games. Embora voltados para um mercado mais alternativo, destoam em seus projetos pessoais, normalmente associados à suas vidas, e que mostram-se como uma nova forma de arte. No caso deste filme americanão, entremeando uma narrativa (de suspense) chato, falastrão, sentimental, sempre forçando a mão para "o estranhamento dos caras, sua obsessão pelo jogo, sua jovialidade permanente (e fixação na infância), suas idiossincrasias, seu comportamento antissocial, seu misto de narcisismo e insegurança. Há menos informação que necessária, e termina por ser um grande fetiche em torno dos "garotos nerds gênios criadores, na contramão do determinado pelo mercado, e embora parecendo loosers, terminam, claro, como grandes vencedores e papando muita grana" (se não há grana para americado, nada vale a pena, lembremos). O mais interessante realmente é de fato o que eles criaram, inegavelmente jogos belíssimos, inovadores, já entranhados numa "tradição" e avançando em muitos aspectos, tornando ridículo tudo que vemos nessas feiras/exposições ridículas de arte digital.

Como me interessa escrever sobre a narrativa de games (no caso Thomas was alone), estou assistindo a vários documentários e pensando na experiência que tive com jogos, do Atari, ao Nintendo, ao Super Nes, ao SEGA, ao PlayStation e suas grandes variantes. Também pensando nos diversos jogos de PC e de celular. Já tinha listado e passado por esses jogos há alguns anos, e retorno minha pesquisa a eles. Depois postarei outros títulos em torno do videogame que tenho assistido na Netflix. 

 Super Meat Boy


 Braid



FEZ