sexta-feira, outubro 30, 2015

quinta-feira, outubro 29, 2015

Mulher feminista e mulher conservadora, das bobagens postadas no Facebook



Um monte de clichês, preconceitos e imbecilidades de um lado e de outro e que propagam como verdade. Uma bobagem moralista que visa, sem argumentos, a desacreditar pessoas que lutam pelo direito da mulher. Triste dos imbecis de plantão, hipócritas (ou de baixo QI) que "compram" essa deformação e a propagam. Mais triste ainda quando esse imbecil é uma mulher que demonstra realmente um nível de alienação e domesticação no grau de fazer discurso contra outras mulheres.

Tragédia




Nunca teve nada,
então teve um treco
e morreu.















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segunda-feira, outubro 26, 2015

Das nostalgias inevitáveis


Lembro perfeitamente do dia que fiz essa foto com a amiga Cecile. Foi no Shopping JK. Foi um dia muito feliz. E estava sentindo um grande amor. Eu achei a foto e resolvi postar. Embora não seja Natal ainda. Embora do amor tenha ficado as fotografias. 

domingo, outubro 25, 2015

O tema do ENEM e suas reverberações







Fiscalizei a prova do Enem esse ano. Ontem, quando vi a questão da Simone de Beauvoir na prova, achei inusitado e bem sacado. Brotou um sorriso no rosto. Hoje, quando vi o tema da redação, senti um arrepio doido. Me deu vontade de gritar. Pensar que todos os candidatos precisaram, no mínimo, refletir sobre a violência contra a mulher nesse país machista e patriarcal. Quando a prova acabou, esse se tornou o comentário entre todos os fiscais. Me senti parte de uma coisa muito grande, sabe? Isso sim é saber dar uma porrada muito bem dada. E, lógico, já tem coxinhas mostrando as hematomas na internet. Cry on, bastards!
Parabéns pra gente! Parabéns, Inep! Parabéns, mulheres!

[TIRADO DO FACEBOOK DO Thiago Almasy ]

sábado, outubro 24, 2015

Fotos antigas do Rio






Um grafite em progresso




Do viaduto, Santa Efigênia.

Eu, Gabriel e Mauro em São Paulo


Viaduto Santa Efigênia


Um procissão em frente do Mosteiro de São Bento




Comendo na Liberdade



Nas galerias do shopping da Liberdade




Em 18.10.2015


The red drum getaway



Uma fusão por montagem do universo de Stanley Kubrick e Alfred Hitchcock. James Stuart passei pelos espaços dos filmes de Kubrick, num universo cada vez mais tenso, desviante, surrealista. Absolutamente genial, mesmo com alguns pequenos erros técnicos. 

A dama doutrada ou Woman in gold


Assiti no Netflix, embora tivesse baixado e demorado a achar. Sobre nazismo, reparação, obras de arte roubadas, sobre retorno, memória, drama inglês, filme de tribunal, justiça, Klimt, sobre a Áustria, sobre judeus, sobre exílio. Muitas peças num filme que se desenvolve paulatinamente, sem se converter ao melodrama. É quase uma cópia do drama inglês Philomena, interpretado por Judi Dench. Trocou-se a questão do bebê doado e buscado pela mãe pelo quadro do Klimt, no mesmo mergulho gradual ao passado. Um bom filme, mas filmado de um modo bastante convencional. 

Sobre o Estatuto da Família e a perseguição a homossexuais




Legenda da foto abaixo: "Reis, militante LGBT, o companheiro e os três filhos adotados". Ela ilustra a matéria da Carta Capital desta semana cujo "olho" é o seguinte: "Na ânsia de perseguir os homossexuais, o Estatuto da Família (aprovado recentemente, em nível de comissão, no Congresso) ameaça os direitos de milhões de brasileiros". Há quem possa olhar com toda isenção essa foto e negar que ali esteja retratada uma família tranquila e solidamente constituída? O estatuto obscurantista/fundamentalista marcha na contramão do Supremo Tribunal Federal, que reconhece, desde 2011, a legalidade da união civil homoafetiva.

Dia 21, visitando o Vittorino

Fui visitar o Vittorino e elevei de presente um Mickey que comprei na liberdade e que estava recheado de chocolate: duas coisas que ele mais ama. E fizemos esta foto com beicinhos.


Um vídeo genial japonês



É aparentemente um comercial, mas é simplesmente coisa de gênio.

Jacques e seu amo, de Milan Kundera, no CCBB


Assisti dia 18.10.2015, no Centro Cultural Banco do Brasil de São Paulo, com Gabriel, Mauro, Cecile e Cláudia. Achei a peça fraca, um pouco misógina, com quebras brechtianas, e um amor que não me pega, apesar do empenho dos atores. Depois fomos comer numa padaria no Vergueiro e conversamos longamente. Foi ótimo. 


Eu e Susana, no Sesc Pinheiros


Susana anda triste. Estive com ela hoje no SESC Pinheiros. Enfrentei fila enorme e almoçamos juntos. Nossos encontros são sempre felizes, indiferente das nossas melancolias. Ela tem aquelas frases lapidares, inusitadas, que eu adoro. Hoje, saiu-lhe essa: "Quando Deus aparece na minha vida, ele é o cara do antigo testamento". Nosso encontro anterior foi no CCBB-SP, e o triste era eu, desanimado da vida. E nos apoiamos. Amizade que nasceu durante nosso doutorado da USP, naquela zona neblinosa em que encontros e amizades são raras. Ela me leva para ministrar os minicursos mais bacanas, e eu retribuo com novidades cinematográficas, sentamos e conversamos horas. Nossos assuntos não acabam. Já produzimos coisas juntos - como o Canção de Além-mar, documentário sobre fado; uma palestra com vídeo sobre Kafka, no SESC. e num clube de leitura sobre O jogo da amarelinha, de Cortázar. É minha companheira de estudos agora la no PACC-Rio. E vamos na vida, apesar dos barrancos que nos dão trancos. E seguimos. 

Arquivos abertos de Gabriel Garcia Marquez para consulta online



http://www.hrc.utexas.edu/press/releases/2015/ggm.html

[Luquinhas pegou para ler o Cem anos de solidão, livro que eu li aos 17 anos, graças a uma amiga de colégio - Érica - que me apresentou a este autor, que virou uma das minhas obsessões. Ele me descortinou a literatura latinoamericana: Cortázar, Borges, Lugones, Llosa, etc. Apresentei-o a minha amiga Cristiane, outra fã inveterada. Leio, releio, analiso, tenho ensaios, comprei o original em espanhol. Amo demais. Tenho todos os livros de literatura dele aqui em casa, e dois sobre escrita para cinema. Gabo não tem fim. Está em mim,. E fico naquela felicidade de ver o quanto Lucas o amou.]

Uma nota de Clarice Lispector para A hora da estrela

Nota usada no 484º parágrafo de A hora da estrela – “Mas que não se lamentem os mortos: eles sabem o que fazem. Eu estive na terra dos mortos e depois do terror tão negro ressurgi em perdão. Sou inocente! Não me consumam! Não sou vendável! Ai de mim, todo na perdição e é como se a grande culpa fosse minha. Quero que me lavem as mãos e os pés e depois — depois que os untem com óleos santos de tanto perfume. Ah que vontade de alegria. Estou agora me esforçando para rir em grande gargalhada. Mas não sei por que não rio. A morte é um encontro consigo. Deitada, morta, era tão grande como um cavalo morto. O melhor negócio é ainda o seguinte: não morrer, pois morrer é insuficiente, não me completa, eu que tanto preciso.” A caligrafia é de Olga Borelli.

Artes gráficas

Cada dia mais apaixonado por artes gráficas, sentei e fiz uma pesquisa sobre "imagens" que gostaria de saber como produzir para elabora o OPERA FUTURA, uma sequencia de cartazes para filmes que nunca foram filmados. 






MENSAGEM PARA MEUS ALUNOS DO CURSINHO


Estou aqui, torcendo por esses alunos maravilhosos com quem tenho convivido desde o começo do ano no cursinho Henfil/Maximize. Meninos e meninas, moços e moças, senhores e senhoras, a maioria provenientes de escola pública, - ou cujos os pais se empenharam em pagar os estudos. Estão lá, desde sempre, diariamente, empenhando-se em estudar nas horas pós trabalho/escola, dormindo pouco e alimentando o sonho de obter uma vaga na faculdade para fazer de suas vidas uma vida melhor-maior. Para eles, mando agora essa mensagem e meu desejo de que tudo transcorra bem no ENEM (maldita rima!!!), e que todo esse esforço seja recompensado. Torço por vocês. O Brasil me decepciona sempre, mas vocês representam aquilo que posso fazer para construir um país melhor. E isto, de certo modo, está na crença de que a ascensão de vocês, via estudo, fará toda diferença para reduzir esse abismo social extremo que vivemos, essa intolerância reinante, esse horror às classes mais pobres e periféricas. Sei que farão o melhor e quero que considerem-se desde sempre vitoriosos. REZO para que sejam bem sucedidos na prova, mas que saibam que a realização e o sucesso não dependem de questões alternativas, está naquilo que se tornarão, e no que fizerem de melhor nas suas vidas. Amo vocês. Beijos mil. Do professor Eduardo.

quarta-feira, outubro 14, 2015

Logo do Anatomia do conto




Logo concebido por mim e elaborado pelo Airton para o blog Anatomia do Conto. A ideia do próprio blog está sintetizada no logo. O circulo, como um ponto final (brincando internamente com a expressão: Quem conta um conto... aumenta um ponto), ao mesmo tempo a ideia do círculo como logo remete a ideia de moeda/de um conto, com o "C" quase indicando o sentido de cents, centavos. As iniciais pontuadas por um A mais moderno, a parte representando a totalidade, e a ideia de anatomia implícita (a-tomia: separação, parte, fragmento). Gosto especialmente do desvio da serifa da letra A que escolhemos, apontando para dentro, e par o "C" quebrando o esquemático, o padrão. Um bom logo. Espero que dê sorte. 

Revide.


Blacklist, série


Vi o primeiro episódio na Netflix. Rolou aos soluços. Chupa o Silêncio dos Inocentes, mas tem aquele frenesi de corrida de 24 horas. Gosto do James Spander desde sempre. E me parece interessante.

Divertidamente, de novo


Baixei e reassisti com Mauro, na rodoviária Novo Rio, no notebook. A beleza deste filme realmente espetacular e cheio de nuances.

The martian, de Ridley Scott


Assisti no Rio, na Barra, com Mauro, Enio, Márcio. Filme fraco, longo demais, meio monótono, a tensão da sobrevivência e aquelas viradas clichezadas de nacionalismo yank. Pega carona naquele filme Gravidade, com a Sandra Bullock, este sim, espetacular. 

sexta-feira, outubro 09, 2015

Semana que precede o dia das crianças

Por que um dia ganhamos um Atari


CENTOPEIA


PACMAN


ENDURO


PITFALL


FROGGER


RIVER RIDE

sábado, outubro 03, 2015

Língua, de Caetano Veloso

Gosto de sentir a minha língua roçar
A língua de Luís de Camões
Gosto de ser e de estar
E quero me dedicar
A criar confusões de prosódia
E um profusão de paródias
Que encurtem dores
E furtem cores como camaleões

Gosto do Pessoa na pessoa
Da rosa no Rosa
E sei que a poesia está para a prosa
Assim como o amor está para a amizade
E quem há de negar que esta lhe é superior
E quem há de negar que esta lhe é superior
E deixa os portugais morrerem à míngua
Minha pátria é minha língua
Fala Mangueira
Fala!

Flor do Lácio Sambódromo
Lusamérica, latim em pó,
O que quer, o que pode esta língua?

Vamos atentar para a sintaxe dos paulista
E o falso inglês relax dos surfistas
Sejamos imperialistas
Cadê? Sejamos imperialistas
Vamos na velô da dicção choo choo de Carmem Miranda
E que o Chico Buarque de Hollanda nos resgate
E, xeque-mate, explique-nos Luanda
Ouçamos com atenção os deles e os delas da TV Globo
Sejamos o lobo do lobo do homem
Sejamos o lobo do lobo do homem
Adoro nomes
Nomes em ã
De coisa como rã e ímã ímã ímã
Nomes de nomes, como Scarlet Moon Chevalier
Glauco Mattoso e Arrigo Barnabé, Maria da Fé
Arrigo Barnabé

Incrível
É melhor fazer uma canção
Está provado que só é possível filosofar em alemão
Se você tem uma ideia incrível
É melhor fazer uma canção
Está provado que só é possível
Filosofar em alemão
Blitz quer dizer corisco
Hollywood quer dizer Azevedo
E o recôncavo, e o recôncavo, e o recôncavo
Meu medo!

A língua é minha Pátria
eu não tenho Pátria: tenho mátria
Eu quero frátria

Poesia concreta e prosa caótica
Ótica futura
Samba-rap, chic-left com banana

[Será que ele está no Pão de Açúcar?
Tá craude brô, você e tu lhe amo.
Qué que'u faço, nego?
Bote ligeiro
arigatô,arigatô]

Nós canto, falamos, como quem inveja negros
Que sofrem horrores no Gueto do Harlem
Livros, discos, vídeos à mancheia
E deixa que digam, que pensem,que falem.

Caetano Veloso

[Quando encontrei esta canção num boletim da biblioteca de Santo André, chamada LINGVARIVM, nunca mais me saiu da cabeça, fiquei apaixonado, memorizei-a inteira, como um poema, sem conhecer o ritmo. Anos depois ouvi o Caetano cantá-la, com um estranhamento total, mas fascínio. Hoje, reouvi, naquele especial Chico & Caetano que está no Youtube. Elza cantando o refrão lindamente, como se fosse o enredo de escola de samba. Uma potência incrível! Coisas que fizeram minha cabeça, me mudaram, me tornaram um tanto o que sou hoje. Eu, que ando desacreditado no poder da arte, da literatura, da poesia, da canção. Salve este dia de reencontro.]

A mulher do fim do mundo, cd da Elza Soares


Estou completamente perturbado com essa obra prima. Como é possível essa senhora ser mais moderna e interessante que qualquer moderno. Se bem, que são jovenzinhos que fizeram este cd com ela. O que acontece então é que ela revitaliza os caras, que acabam compondo para meter ali dentro essa explosão perturbadora que é Elza. Não consigo parar de ouvir. FORÇA, modernidade, visceralidade, risco. Coisa de Deus.