domingo, setembro 20, 2015

Desconstruindo Harry, de Woddy Allen


Daquelas comédias cabeçudas de Woody Allen. Assisti no cinema, há anos, e zapeado a Netflix encontrei, parei e revi. Não me passara na cabeça a conexão entre este filme e o 8 1/2 de Felini, de algum modo rebaixado, para as obsessões de Allen. De conexões, o bloqueio criativo do escritor, sua tensa relação com as mulheres (namorada, esposa, amante, prostituta, mãe, irmã etc) a mistura entre sonho e realidade. Mas em Allen, o exame via desconstrução do sujeito, bastante revelado em suas pequenas obsessões e delírios. A traição com a cunhada, a discípula sexy, a irmã judia hiper religiosa, seu sarcasmo e ironia, seu romantismo disfarçado de cinismo. Há essas micronarrativas-skets, como o ator fora de foco, a descida no inferno, e o amigo prestes a morrer. Tudo delicioso, e com aqueles inserts inteligentes de auter-egos e personagens-recriados interagindo com o protagonista/autor. Mágico. 

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