terça-feira, junho 30, 2015

Contos de Belazarte

http://pt.calameo.com/read/001893073f00ede01019e

Casa das Rosas: Agonia e gozo nos contos de Mário de Andrade


Hoje tem início, na CASA DAS ROSAS, um curso ministrado por mim: 



Agonia e gozo nos contos de Mário de Andrade


Um percurso de leitura dos contos do mais polígrafo dos nossos escritores brasileiros. Em três encontros, propõe-se a discussão de como, sem descuidar da experimentação da linguagem, Mário teceu uma investigação profunda sobre o Brasil: da cordialidade e do apadrinhamento perverso, passando pela desigualdade social e as relações entre desejo e castração, onde o homem comum vive dramas materiais, amorosos e éticos.

É gratuito. Começará as 19h - dias 30 - 01 e 02, duração de 2h. Ainda há vagas para os interessados, é só chegar pouco antes na Casa das Rosas na Avenida Paulista e se inscrever.


Que seja lindo, com as bênçãos de Mário...





Para ver a programação,AQUI

segunda-feira, junho 22, 2015

Eu e Ana, em seu TCC


Defesa de TCC de Ana Aparecida Alves Pereira Oliveira, Identidade e diferença no conto “Mariângela": A reprenstação literária da mulher e das formas de exclusão". 19.6.

A violência em Amar é crime




Defesa do TCC de Thiago Galan, A violência em Amar é crime. 19.6. Com Irene, Juarez, Thiago e seu pai e sua namorada.

Maristela, Irene e Fernando


19.6. Defesa do TCC: "Os elementos trágicos de A Oresteia, de Ésquilo, na obra 'A benfazeja' de Guimarães Rosa", de Fernando Pucharelli de Santana

Siga todos os sentidos



Frase genial. Na rua, na virada. Ana, Tininha, Marcela e Mauro.

Nina Simone, ansiedade


O tarot e as espadas


Aconselhamentos.

Cecile, Clarice e Susana


O TCC de Cecile.

Sobre traição










Toda traição exige uma boa dose de paixão: 
tomemos o exemplo de Judas, nosso salvador, 
pois só o demasiadamente humano 
pode despertar a divindade. 
















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Palavras para um conto de fadas


Agonia e gozo nos contos de Mário de Andrade


quarta-feira, junho 17, 2015

Foucault sobre Borges, na linda abertura de As palavras e as coisas



Foucault sobre Borges, na linda abertura de As palavras e as coisas:

Este livro nasceu de um texto de Borges. Do riso que, com sua leitura, perturba todas as familiaridades do pensamento — do nosso: daquele que tem nossa idade e nossa geografia —, abalando todas as superfícies ordenadas e todos os planos que tornam sensata para nós a profusão dos seres, fazendo vacilar e inquietando, por muito tempo, nossa prática milenar do Mesmo e do Outro. Esse texto cita “uma certa enciclopédia chinesa” onde será escrito que “os animais se dividem em:  a) pertencentes ao imperador,  b)  embalsamados,  c)  domesticados,  d)  leitões,  e) sereias, f) fabulosos, g) cães em liberdade, h) incluídos na presente classificação, i) que se agitam como loucos, j) numeráveis, k) desenhados com um pincel muito fino de pêlo de camelo, l) et cetera, m) que acabam de quebrar a bilha, n) que de longe parecem moscas”. No deslumbramento dessa taxinomia, o que de súbito atingimos, o que, graças ao apólogo, nos é indicado como o encanto exótico de um outro pensamento, é o limite do nosso: a impossibilidade patente de pensar isso. 


quinta-feira, junho 11, 2015

FORA DE MIM. Uma revista eletrônica/site simplesmente estupendo


http://www.forademim.com.br/site/

Clique AQUI.

A genialidade de Angeli


Do poder corrosivo das charges ante a hipocrisia reinante. Só a ironia e o sarcasmo salvam.

Vittorino estiloso



A cara do amor.

Uma imagem poética e significativa do fotógrafo Gal Oppido


Retrato, retratos


Foto de uma Bienal que já faz alguns anos. Clique da Cristiane. Foto que me agrada muito particularmente, pois gosto de excessos e pleonasmos. 

Minha amiga Ana Maria, em visita à minha casa


Ana Maria, Colega de Faculdade, depois de trabalho nas escolas do Estado, depois do curso de Cinema da ELCV, e de todos os projetos de teatro, arte, amizade. Neste sentido, vale o nome que dei a ela, ainda na faculdade, quando montamos nossa primeira exposição: Ana Palindrômica, nome roubado de um conto de Rubem Fonseca. Está aí, bela, contra-parede, fixada num clique meu, no meu apartamento em SP, em Julho/2015.

Aos 19 e mais de vinte anos depois


A foto foi tirada na sala da minha casa no Jardim Zaíra, Mauá. Era minha festa de aniversário, organizada pelos amigos, por minha mãe Edna e irmã. Se eu não me engano, estava fazendo 19 anos. Esta imagem foi tirada de uma gravação em VHS, da filmadora recém-comprada. Em pé, com cabelão, o Luciano. Sentado no sofá, Cláudio Labamba, com seu cabelo mexicano; e o comprido ao lado, é Carlinhos Nenê. Todos amigos então na época, que o tempo e determinadas circunstâncias distanciaram. Usava óculos, tinha algum cabelo (mas a calvície, que se principiara aos 16, já avançava), era muito tímido. 


Esta foto é recente. Tirada por Ana Maria, no meu apartamento. Agora, na casa dos quarenta. Barbudo. Sem óculos (pelo menos por enquanto). Estranho, pensando que há dois dias meu tio morreu, minha tia Santa há algumas semanas, e minha mãe distancia-se, dia a dia, de si. O tempo é inexorável. Ando melancólico, um pouco deprimido, mas com as mil coisas a fazer que me impedem, neste instante, de outra pausa maior de reflexão, se não essa. Daqui a algumas semanas meu sobrinho Pedro terá uma festa de aniversário de 11 anos. Sigamos. 

segunda-feira, junho 08, 2015

Respondendo a uma postagem de ex aluna sobre figura na parada.


Sério, amor? Mulheres, gays e lésbicas assassinados por gente que levanta a bandeira cristã de pecado e rancor, que os privam de direitos e julgam que devem viver segundo eu paradigma moral e se relacionarem como e com quem quiserem. Os intermediários do divino, moralistas hipócritas à serviço do lucro e do projeto de poder. Digo isso por que há hoje mais pastores na política do que nos templos. Tudo em nome de Deus. Os crucificados são sempre os que vão contra o discurso dos poderosos. A imagem de um homem na cruz está lá para provar do quanto o ser humano é falho e capaz de torturar e massacrar aqueles que falam em nome da tolerância, da bondade e do bem . Não concordo com a abordagem na Parada. Acho extrema a imagem da pessoa pregada na cruz (que não sei se é lésbica, que não sei se é trans) nua (mas não menos erotizada que o próprio Cristo, sempre nu na cruz. E a visão do corpo talvez seja o que te indigne, já que cristãos negam a sexualidade, mas também se reproduzem sem o mistério da fé. Mas vendo para além da obviedade do sexo, há aí uma mensagem política clara (e não religiosa, embora hoje os Crentes estejam mais interessados na politica, em conseguir isenções de impostos, manter suas igrejas cheias com dízimos descontados no contracheque ou no cartão de crédito, e querendo impor sua "moralidade" para toda a massa brasileira, pregando ódio e demonizando outras religiões não cristãs). É com Jesus que se identifica (e mimetiza) a figura, e está dizendo que são essas pessoas que estão sendo perseguidas e vitimizadas. Não se trata de quebrar a estátua de uma santa cristã em praça pública e urinar em cima como fizeram recentemente grupos evangélicos. Se você entende a via crucis como narcisismo divino, que é tudo para idolatrar a Deus e passar a vida cantando canções de louvor (como se Deus carecesse dos homens) sem mudar a prática diária, você não entendeu nada. Não te passou pela cabeça que o Cristo na Cruz nos faz refletir sobre o poder destrutivo do homem, e que o seu discurso/ensinamento é sobre tolerância, amor, não violência ante os que sofrem? Quando você posta a sua indignação, posta sua perspectiva de ódio ao outro, posta sua ignorância sobre o real sentido de Cristo, e faz uma defesa vazia da religião. Pois sim: Cristo não precisa de você. Deus não precisa de você. O que ele precisa é que você seja na vida uma pessoa melhor, sem preconceito, sem ódio, e sem rancor. Mas pelo jeito você não entendeu a mensagem, nem da bíblica, nem da mulher na parada.

O sal da terra, Wim Wenders



O sal da terra, de Wim Wenders e Juliano Ribeiro Salgado. Documentário sobre o fotógrafo brasileiro Sebastião Salgado. Baixei e assisti aqui. Ontem, 7.6.15 aqui em casa. Tudo enche a tela. Os horizontes e ampliam e se estendem para além da fotografia. Tudo se torna épico, maior que a vida. Mesmo em seus retratos, a mera representação do fotografado se esgarça, arquetípica. O olhar excede para além. Vastidões é o que procura Sebastião no que é mínimo. A dor, a fome, a guerra, o trágico enquadrado do modo mais belo, um paradoxo terrível e para quem se apresenta como um fotógrafo humanista de denúncia político-social. Aos que o chamam oportunista, por fotografar e lucrar com a miséria e as dores do mundo, a resposta da imagem. Em Salgado, o sagrado grita, mineral, visceralmente, mineiro. Cada imagem, um espaço para contemplação do eterno. Salgado mitifica o mundo em preto e branco, encontra no exótico o universal, e filtra tudo pelo sagrado cristão. Dai os temas das exposições: Êxodo, Gênesis. Em seu discurso há sempre termos tirados do discurso religioso, sagrado. Mas ele soma a isso um humanismo extremo que no belo tenta o salto para questionamento da realidade social. Há algo de político (seu primeiro guia foi um Padre mexicano adepto da teologia da libertação, algo que imprimiu-se no olhar de Sebastião). Um sujeito que empreender viagens pelos pontos mais distantes, inóspitos e se abre a experiências extremas, e testemunha todo o poder destrutivo e do ódio humano que consegue manter certa crença na existência e na natureza não mereceria um documentário de menor grandeza. Assisto e penso em Guimarães Rosa: intelectual, lúcido, egocentrado, místico, aberto à natureza, experto no divino. Real grandeza. 







Últimas conversas, de Eduardo Coutinho



Ultimo filme de Eduardo Coutinho, terminado/editado por sua montadora e por João Moreira Salles, seu mecenas. Adolescentes da periferia do Rio em entrevista, eles falam sobre suas dores, suas aspirações, sua concepção de felicidade, afetos e mundo social. A voz de Eduardo Coutinho pontua, pela primeira vez, todo o filme. Um filme que julga fracassar, já que a intenção inicial era fazer entrevistas com crianças. A constatação de que as grandes dores e traumas do mundo começam muito cedo. O espaço da escola, como traumática experiência coletiva. Nos cinemas por pouquíssimo tempo. Para mim, sempre imperdível.

Assisti com Mauro no Unibanco do Shopping Frei Caneca. Preparando artigo sobre o filme. 

quarta-feira, junho 03, 2015

A beleza


Regras de fotografia/câmera da O2 para filmagem da série Felizes para sempre


Link com vídeo AQUI

Jornalismo no Brasil

Um pouco duro demais


Com todos os paradoxos fazendo frente.

Da desigualdade social


O humor, somado à inteligência e a crítica social



Borrife o Boticário numa fiel e veja a transformação.

Um Gif animado genial


Amor verdadeiro

Digo:  - Não me sinto bem, estou triste; olhos machucados, mãe doente, muito tenso com meus compromissos, tão tenso que quebrei meu dente por conta do bruxismo e da tensão..
Resposta: - No que você precisa que eu te ajude, quer que eu passe aí na sua casa para te ver.




O resto, de fato, é falácia, discurso vazio, egoísmo ou patifaria. 


A imagem da beleza


A Bíblia interpretada para o mal ou Sem salvação



Eduardo Arau Mostrando o sério problema da Educação no Brasil. O sujeito lê a Bíblia, todas as passagens da vida de Cristo, seu amor aos pobres, aos possessos, às prostitutas, aos deficientes, às viúvas, aos leprosos desprezados, aos ladrões arrependidos e a todos os excluídos. Lê a passagem em que ele destrói templos onde reina o comércio dominado por falsos líderes e falsos profetas que usam a fé para enriquecer e obter poder. Aí o crente/cristão interpreta de forma inversa, passa a perseguir e odiar os excluídos e seguir os demagogos do templo. E o "Amai ao próximo como a si mesmo" jogam no lixo. Fazem o recorte do que suas almas infiéis acreditam que é moral e justiça. Essa gente horrível não terá salvação.

Ofício da palavra


Comprei na feira do livro sem nenhuma expectativa, e de repente encontro tantas reflexões interessantes sobre o ofício da literatura. No fim, acabei me surpreendendo. Talvez por que as questões apresentadas aos escritores não sejam óbvias, e seja dado a eles tempo e espaço para dissertar sobre as questões de modo não superficial. O livro é produto da transcrição das falas/reflexões dos autores numa oficina/encontro com os autores no projeto Ofício da Palavra, em Belo Horizonte, ocorrido no Museu de Artes e Ofícios. Iniciado em 2006, este livro é uma seleção de autores realizada por José Eduardo Gonçalves. O fato, como não poderia deixar de ser, é que alguns destes escritores, que eu nunca levei muito a sério (embora incensados pela imprensa e com seus Jabutis) acabaram mudando a minha perspectiva a partir do modo que pensam, refletem e executam suas obras. Aliás, o ponto melhor do livro é justamente atiçar nossa curiosidade sobre a produção deste e de outros escritores contemporâneos, e compreender, de fato, a importância não apenas da Literatura, mas da crítica literária, em relação às obras e seus criadores.Vale a pena.

O ofíco da palavra. Organização de José Eduardo Gonçalves. Autêntica Editora. 2014.