quinta-feira, abril 09, 2015

Juízo final

O sol....há de brilhar mais uma vez
A luz....há de chegar aos corações
Do mal....será queimada a semente

O amor...será eterno novamente
É o Juízo Final, a história do bem e do mal
Quero ter olhos pra ver, a maldade desaparecer

(...)

O amor...será eterno novamente

Nelson Cavaquinho

[As letras são minúsculas, o canto é bêbado, o samba é martelado com uma cuíca imprudente de fundo, interferindo e gemendo. O coro coletivo faz parecer uma verdade absoluta. E o poema é quase declamado, num tom melancólico, sem ênfase, sem convicção. Tudo contradiz o que se canta, o drama pessoal pequeno (a perda de um amor que deixa a alma destroçada) em paralelo com o bíblico, com o universal metafísico, com um pessimismo filosófico e um resquício de crença, sempre numa ideia de prevalecência do amor. Não, não é nada simples esse senhor Nelson Cavaquinho.]

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