quinta-feira, abril 23, 2015

A decadência do Jornalismo e a Greve dos professores.



Ao ler este excelente texto/artigo veio a mim, também depois de ler os comentários, o fato de o Brasil não ter realmente se empenhado em formar leitores. Fomos do rádio à tevê sem o processo de alfabetização competente, sem políticas corretas do livro e acesso adequado à bibliotecas. Pensei em algo ainda mais complexo, o desprezo que a sociedade, e particularmente a IMPRENSA, sempre teve em relação aos PROFESSORES e à ESCOLA PÚBLICA (não direi à Educação, pois a esta, TODOS são solidários empaticamente, e num nível profundamente abstrato). Basta lermos o editorial dos diversos jornais, observar a ausência de cobertura, a de empenho de informar e esclarecer motivos a uma população já tão desatenta. É um movimento "banal" pois não comove, então não dá manchete do jornal, não ganha capa de nenhuma revista relevante, pelo contrário, em conluio com a televisão (e a determinados governantes) reiteram o desprezo pelas lutas dos profissionais da pedagogia, desqualificando-los. Parecem ignorar que o seu trabalho, há muito, aproximou-se das condições de um sub terceirizado, rogando vagas e aceitando submeter-se a sucessivos desmandos de governos. Ao desprezá-los, a imprensa lacrimoniosa e suicida de hoje, permitiu que a Educação realmente não alcançasse a mínima função de "civilizar a massa inculta, pelo menos por meio do letramento e conhecimento básico dos números". A ascensão da classe enfatizou a noção de inserção na produção em série de consumidores e "polegarzinhos" digitantes. Ao desprezar os PROFESSORES, demolir sua carreira, exterminaram também os LEITORES possíveis, os "almejados consumidores" de um jornalismo mais denso e competente. Agora, senta e chora.

[Post com considerações a partir da leitura de:
http://observatoriodaimprensa.com.br/imprensa-em-questao/o-suicidio-do-jornalismo/ }

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