sexta-feira, janeiro 30, 2015

Rolleiflex



Finding Vivan Maier, e John Maloof e Charlie Siskel


Recebi do Airton os links para o curso de fotografia do Márcio Scavone. Entrei no facebook e mandei os links para todos meus amigos fotógrafos e/ou alunos que se interessam por fotografia. REcebi mensagem do Eder Oliveira, no inbox, agradecendo e perguntando se conhecia a Vivian Maier. Num primeiro momento disse que não, depois googleando, me lembrei de ter visto uma matéria linda na TV Cultura, sobre esta babá fotógrafa. Busquei as fotos dela no Google, depois achei este documentário - Finding Vivian Maier - falando sobre a descoberta de um rapaz dos negativos/fotografias desta novaiorquina que nunca revelou uma foto em vida. Achei-o com legendas. Assisti de madrugada, no mesmo dia, estarrecido com tudo. Com a história surreal da vida de Vivian Maier, com a descoberta do garoto John Maloof, com a estética do documentário que traça uma investigação (de viés policial) sobre a vida de Vivian (que se autodenominava uma espiã), e sobre a qualidade de sua obra gigantesca e deslumbrante. Hoje fui almoçar com Mauro na Paulista, parei ali na Livraria Cultura e vi com ele detalhadamente os dois livros de fotografias de Vivian Maier. Então fechei o ciclo, de descoberta e apreensão. Falta postar as fotos aqui e fazer uma reflexão sobre sua estética. E neste procrastinar, vou avançando em conhecimento e descobertas. 


Amizades recentes


Então meu irmão me manda por whatts app as imagens recentíssimas do meu sobrinho Vittorino. 

quinta-feira, janeiro 29, 2015

Catedral da Sé


Da série que quero fazer com o título Campanha por um mundo moral



Finding Vivian Maier


Um documentário que não sei se quero assistir, pois ia a partir das fotos defender uma ideia de solidão, registro de intrusão  e crônica cotidiana nas fotos de Vivian Maier. O titulo: "a imensa solidão de Vivian Maier", que aliás, pode ser o título de um belo conto. 

Fellini, eu sou um grande mentiroso - de Damian Pettigrew


Para rever este documentário que vi sem legenda.

Passando mais uma temporada em Downton Abbey



Então chegamos à 6a temporada desta maravilhosa série inglesa. As intrigas rarearam, mas a crônica da queda da aristocracia segue em largos passos. 


terça-feira, janeiro 27, 2015

Elis me fazendo companhia



Se há algo bom na melancolia, é que a gente começa a ouvir esse disco da Elis que a gente ouvia antes dos "20 anos blues" com certa nostalgia, mas aí ela nos pega na alegria da sequencia. E tudo se colore de beleza e vontade de felicidade e criação. 

Belém Belém


O prazer de mexer em fotos antigas.

Cinema e algum desejo de reflexão


Nao tem meio termo. Ou se reflete criticamente antes ou depois, ou se diz q o filme eh "legal" enquanto se come um bigmac. Nenhum problema com o blockbuster, a coca, o bic se o sujeito tiver consciencia de todo esse jogo, ateh pra nao cair no discurso da supremacia yank, capitalista, protestante, branca. Achar q cinema bom eh so o americano, do espetáculo e da explosão, q cinema so serve pra entreter, ja eh um problema. Q querer reflexao eh chatice, arrogancia, qdo nao, desrespeito de intelectual contra o povo "bom pobre trabalhador" q merece gozar sem ser tutelado. O fracasso dos alunos em redacao e provas de escrita/redacao nao esta no oÇo com Ç, mas na ausencia do dominio do pensamento critico. A incapacidade de se ver como produto e agente da História, ou fazer uma leitura tosca e superficial dela. E sim, pra mim nao há entretenimento inocente, produto inocente. Nao há o q nao possa entrar em discussão. Os pobres conservadores aecianos, filhos do operariado; os evangelicos q atribuem prosperidade ao templo mitico de salomao. O cara q diz q vivemos numa ditadura gay-cubana. Essa gente toda carece sim de uma intelectualidade q tem vergonha de si. Talvez o coitadismo e o desprestigio absoluto do povo das Humanas tenha q compreender q anda rezando numa cartilha. Eu, utopicamente, quero pelo menos a consciencia de q esta cartilha esta la, domesticando ate a ausencia de pensamento. Temos tb nosso alcorao. Prefiro ambicionar o desmascaramento de toda e qualquer cartilha.

Chapada da Diamantina





Salvador, Bahia














Panorâmicas

Tatiana, na Bahia


Por que as vezes eu arraso no clique.

Vittorino


Cássia Eller, gênio.

CASSIA ELLER. A única que tinha a inventividade de Elis (sem imita-la um milímetro), forte expressão e originalidade na interpretação e uma grande voz. (pronto, falei!)

Prova de que o demônio existe


O pacto, de Roger Donaldson


Passando na televisão, parei para assistir por acaso O pacto, com Nicolas Cage. O ator está tão queimado com filmes ruins, que é um exercício de paciência parar para ver qualquer filme dele. Mas tem Guy Pearce, que costuma ser bacana. E de cara, saquei que a MATRIZ do filme, não só era um filme do Alfred Hitchcock - PACTO SINISTRO - como toda a estrutura se compunha de uma série de referências do diretor. Isso não redime o filme de ser fraco (não exatamente ruim), mas prejudicado pela direção convencional, preguiçosa, sem empenho de conceder força imagética a um roteiro esmerado (pelo menos até os 20 minutos finais). 

O tema do inocente acusado de um crime que não cometeu, metido numa conspiração, e que tem que sair da posição passiva para provar a inocência, solucionar o mistério/crime e salvar a loura, tudo isso está lá. O que se acrescenta à isso para "modernizar" aquilo que era chave de grande parte do cinema hitchcockiano,  é a substituição da trama espionagem/conspiração, pela paranoia persecutória norte-americana, a "teoria da conspiração" envolvendo moralidade e loucura.

Se em Pacto Sinistro, um maluco propunha trocar um assassinato por outro com um homem que encontrou num trem, em O pacto isso acontece em larga escala. Ao ter a esposa violentada eespancada até à beira da morte, um professor de colegial (Nicolas) recebe a visita de um misterioso sujeito de terno (Guy) que propõe a troca de favor. Ele mandará matar o estuprador e Nicolas, no futuro, executará uma tarefa. O professor topa e logo é envolvido numa teia gigante em que todo mundo está mancomunado numa rede de justiceiros que dão cabo de criminosos, naquilo que a Lei/Estado parece não ter dado conta, por ser lenta, burocrática ou "permissiva". Contra o sistema, não demora ao vilão (líder de uma célula justiceira), pirar e matar todos que julgar indignos de viver ou ameaçar sua "organização" (como um jornalista investigativo que Cage terá que matar, achando que é um pedófilo). 

O resto é toda aquela peripécia vazia. Muita perseguição de carros, correria no meio do trânsito, saltos, revelação de falsos aliados/amigos. O pior é o modo como chupam a ideia de espetacularidade de Hitchcock (penso naquelas cenas memoráveis no Monte Ruchmore, na sala de ópera, de O homem que sabia demais). Em O pacto, botam uma cena importante num grande estádio lotado para não explora-la de jeito algum. Ou seja, o que Hitchcock filmava genialmente, compondo frame a frame uma obra de arte, se torna algo banal, meramente ilustrativo. Isto por que a "monumentalidade" do cinema atual quer valorizar o tamanho da tela. Tudo é cenário sem significação (o shopping final também, onde há o tiroteio confuso, tolo). O diretor Roger Donaldson (como qualquer diretor americano mediano, tecnicamente eficiente e vazio) opta sempre pela fluidez narrativa. Isso é resultado de uma plateia boçalizada, cada vez menos compenetrada e propensa a sutilezas, que "busca num filme" tão somente a noção de entretenimento vazio. Hitchcock filmava para o mesmo público mediano, entretanto nunca se dobrou a imbecilizá-lo, ou melhor, jamais abdicou à inventividade, à criação, a fazer avançar a arte cinematográfica, o que notabiliza um Autor/Criador.

Como resultado, O pacto termina um filme esquecível, em que a mocinha dá tiros, tudo se resolve na base do assassinato. Até o deus ex machina mais rudimentar se manifesta no final. Tudo o que torna o filme uma aula de "esquizofrenia" já que a solução da trama se faz naquilo que ela critica, pois no desfecho os vilões são brutalmente exterminados, sem julgamento/cadeia/punição baseada em lei. Aliás, a Justiça toma forma de um "chefe de polícia" que se revela um dos pactários, e que promete ocultar provas contra o mocinho, e absolvê-lo numa história inventada a ser veiculada pela mídia. 

Ou seja, o desfecho é um elogio ao crime desenfreado, atos vazios de vingança emocional (a mulherzinha loura é quem mata o vilão salvando o marido), encobrimento da verdade e reafirmação da paranoia generalizada (também a imprensa faz parte do pacto). O pacto de Cage resulta num crime contra Hitchcock e contra toda noção de civilização, e em menor grau, da própria Arte do Cinema. 



[Para provar que um filme tolo pode render uma boa reflexão.]

A difícil "arte" de discutir criticamente no Facebook e suas reverberações




Essa minha mania de discordar, questionar e responder a posts no Facebook (cuja função principal é o "curtir") ta gerando muita desavença, rusga, ressentimento, ódio e inimigos. Eu deveria ser mais fofo. Garantir a quota diária de superficialidade camarada q apazígua e nivela toda opinião, por mais tosca e delirante. Mas me alienar pra ser miguxxo nunca foi a minha praia. E juro q não é para causar. É indignação intelectual mesmo.
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