quarta-feira, setembro 24, 2014

Montagem

Epitáfio V



Nunca dei presentes a ela, nunca recebi nada. Não conheci a letra dela, nunca a vi escrevendo. Não sei se sua caligrafia era redonda ou inclinada, legível ou feia, ou se ela colocava bolinhas em lugar dos pingos nas letras. Eu nunca disse que a amava nem a ouvi dizer isso pra mim. Nunca falamos de amor, de filhos, de amantes, de passado. Do futuro. Fodíamos apenas.

Nunca soube seu signo nem ela o meu. Ela não me falou sobre sua flor favorita ou sua cor predileta. Sua primeira vez. Ela não perguntou sobre a minha. Não sei se ela possuía todos os dentes. Nunca conversamos sobre religião, não sei se ela acreditava em Deus. Em reencarnação ou em horóscopo. Não sei se ela gostava de gatos ou se pensou em colecionar selos. Nunca perguntei se ela se interessava por política, futebol ou mesmo se tinha o costume de se masturbar. Não sei se ela cozinhava bem ou o prato de que gostava mais. O que achava da moda, ela jamais me falou. Curtia samba? E caipirinha? Como foi quando criança, ela não me contou. Qual seu número de sorte? Eu pagava pra saber se alguma vez aconteceu de ela olhar com desejo para outra mulher. O nome de seus pais, o que ela achava de homens de barba, das loiras, de armas e tatuagens - são coisas que nunca vou saber. Não descobri se em alguma ocasião ela passou fome na vida. Se teve uma tia epilética. O Que achava dos pretos? E Dos cavalos? Gostava de novelas? O que pensava de garotas que pedem a sujeitos que batam nelas na hora de trepar? Achava o que do dinheiro, essa mulher? Que número calçava? Tinha medo de baratas. Terá algum dia o pai espancado a mãe na frente dela (e, diante de seu protesto, mandado que calasse a boca pra não tomar uns sopapos também)? Será que, como eu, ela achava que a felicidade é um negócio que inventaram para enganar os pobres, os feios e os esperançosos? Não sei se tomou drogas um dia ou se era bamba em matemática no tempo da escola. Se gostava de resolver as palavras cruzadas do jornal. Será que ela sabia jogar truco? Teve todas as doenças da infância? Tinha ideia de como é que os caras matam os cavalos para fazer mortadela no sul da Bahia? Foi assaltada alguma vez? Transou quando na verdade estava a fim de dormir e esquecer? Nunca soube se ela viajou de trem ou de navio. Se teve vontade de matar alguémm que um dia amou. Se cortou os cabelos só para agradar a algum homem. Se cortou o pé em caco de vidro quando mais nova. Se em algum momento humilhou alguém e se arrependeu depois. Se gostava de brócolis. Se pensou em sexo com animais. Se alguma noite perde o sono por causa de dívidas. Se pensou em fugir. Se lembrava dos sonhos depois que acordava. Se sonhava. Se tinha medo de doar sangue. Se sorriu para pessoas pensando em mandá-las à merda. Se bolou preversões com integrantes da família. Se sentiu saudade. Eu nunca soube o que essa mulher achava do papa. E de velhas que ainda usam laquê. Eu não sei onde ela estava quando a Seleção ganhou a Copa de 94. Se ela tomou um porro de vinho. Terá ela fingido alguma vez que a coisa estava muito boa quando estava apenas morna? Compreendeu o significado da palavra "sacrifício" a tempo? Será que ela se orgulhou de algo de que deveria se envergonhar? Será que se lembrava da primeira vez que viu o mar? Do primeiro beijo? Será que ela se sentiu digna em alguma oportunidade? E suja? Eu nunca soube o que ela achava de salário-mínimo. Da Ioga. Das surubas. E das coisas que assustam quando pensamos nelas. De gente que tem medo de escuro. E de quem sabe que temos escuros dentro da gente. Eu não soube nada disso. Apenas fodíamos. E era bom.

No entanto, eu sabia sua altura. Porque ela precisava ficar na ponta dos pés toda vez que nos beijávamos. 

E Sabia seu peso: ela me falou um dia, na cama, quando quis ficar por cima.




Marçal Aquino.

(O Amor e Outros Objetos Pontiagudos)

1001 Movies you must see before you die

sábado, setembro 20, 2014

Cleonice Berardinelli e Maria Bethânia – Sa-u-da-de

Je suis nostalgique?



Não tenho memória, então fotografo. Antes da febre de fotografar atual, já tinha a febre. Aos 30, percebi que não tinha registro do passado, pois não gostava de me ver. Para piorar, sem registro de imagem, misturavam-se os passeios. Já não sabia onde, quando, com quem. Comprei uma máquina, antes das digitais. Outras, depois delas. Tenho hoje uma Sony, que empresto, mas não vendo; uma Canon que adoro; recursos no celular. Fiz finalmente meu Instagram, mas tenho feito do Facebook e do Revide um verdadeiro fotolog. Não sei se isso é bom. Mas vou fazendo.



Gosto da permanência. Me apego ao registro presente, que me escapa, breve, é passado, mas o instante único, materializado na imagem, fica. E olhando, recupero a memória desse tempo. E as emoções. Às vezes, por uma perversão do sentido, a memória passa a ser a da foto. Lembro-me da foto, antes do acontecimento, como coisa admirável, bela, possuída. Com o advento do digital quintupliquei a quantidade de registros, guardei-os em mídias de cds e dvds. Com a promessa de fazer uma pasta de retratos familiares para presentear minha mãe em seu aniversário fui atrás. Descobri que muitos cds estão imprestáveis, não permitem leituras. Fiquei puto. Decidi pôr no computador tudo o que podia, e gravar num hd externo esses registros fotográficos e em vídeo restantes. Tenho feito isso, nas horas em que posso, entremeando trabalhos urgentes. Dia desses, resolvi postar no Facebook várias dessas imagens passadas.



Começou o problema.



Recebi em inbox várias mensagens perguntando se eu estava bem. Afirmando que eu estava nostálgico. Depressão ou câncer parecem ter por princípio a nostalgia, segundo alguns. Já as fotos do presente, alguns diagnosticam como narcisismo, que é sintoma, contraditoriamente, de autoestima baixa. Minhas fotos viraram um caso clínico. Por isso escrevo agora. É bom, ando sem tesão para fazer post para o Revide. Isto é uma justificativa, parece cinismo, mas é reflexão e afeto. Ok. É cinismo também.



Não, não me sentia em nada nostálgico, tenho um presente extraordinário, mas gosto dos meus amigos, sinto "saudades deles" e resolvi homenageá-los, e ao mesmo tempo, lembrar-lhes que eu estou aqui, presente, e muitas vezes ciente de seus movimentos. Então descobri que nostalgia é um mal. 



Segundo o Dr. Houaiss: a palavra provém do francês  nostalgie , e significa "estado de tristeza causado pela distância do país natal". Aí vem a Psicologia e diz: "distúrbios comportamentais e/ou sintomas somáticos provocados pelo afastamento do país natal, do seio da família e pelo anseio extremo de a eles retornar. Ou, apenas: "saudades de algo, de um estado, de uma forma de existência que se deixou de ter; desejo de voltar ao passado. Estado melancólico devido a aspirações, desejos nunca realizados. Estado de tristeza sem causa aparente." Umas coisas até que batem, não tudo. Desejo de voltar ao passado, por exemplo, não confere. O passado foi uma merda. Mas queria ter mais tempo para aproveitar aspectos da vida que só aos 20 parecem pertinente, ainda mais por que aos 20, ou não foram vividos, ou foram vividos pessimamente. 



Ou seja: não, não era de fato nostalgia. Vejo que minha intensão - e perscrutando este inconsciente - era me reconectar com pessoas, já que estou me sentindo isolado de tanto que este trabalho (tese) atual tem me consumido. Vontade/desejo talvez da presença fortuita dos demais, se bem que esteja semanalmente conectado com várias pessoas, alunos, mãe, irmãos, amigos. E tem o lance do fim de relacionamento, que bota a gente em crise e faz a gente se reavaliar, ver o caminho a se seguir, já que o vivido - mesmo que se queira - não admite resgate. Já que o que é líquido, se desmancha no ar.


Olho as fotos e vejo que estou mais bonito agora, mas que o prazo de validade da gente é curto. Evitei postar imagens de pessoas que já morreram. Cilene é uma exceção, pela alegria da foto, tão viva. Essas fotos mobilizaram muitas pessoas, recebi também mensagens bonitas, ligações, pedidos. Percebi que outros amigos já se foram para sempre, no seu Ok fingido de amizade. Não vou atrás. A gente está reescrevendo é no agora algo que pode, nem mesmo, ser lido depois. Mas gosto de narrativas. Componho as minhas. Enquadro bem. Tenho olho para luz e para palavra. E sigo com meus registros, querendo que eles sejam cada vez melhores, capazes de captar - não de reter - a efemeridade das experiências, dos lugares, dos encontros e dos amores.  



As curvas do MAR


Museu de Arte do Rio. O mar ondula. 2014.

Eu e Jocelene


Ai ai ai. Eu amo essa menina.

Subversões libertadoras


Pela alegria pornográfica.

Bromance, um neologismo sobre a amor-amizade


Roubei esta do Facebook do Pedro Henrique, esse meu ex-aluno, amigo, genial, garoto de insights. Ele postou isso e roubei sem autorização. Ando postando tanta imagem sobre o pior do humano, atrelado à religião e a rancores seculares, que esqueço de valorizar o bom. Há esa camaradagem entre homens, que vejo claramente entre meu irmão e muitos caras brucutus de academia. Mas aos machos-porra não é dado o direito de verbalizar esse amor, que também não ousa dizer seu nome. Eu próprio tenho os meus tão mais que amados amigos e não lhes digo na lata/na cara. Os tempos atuais tenho visto uma mudança entre os moleques mais novos, um sair do armário das emoções fraternais que eram vetadas. E o bom é que um cara pode postar publicamente uma foto numa pedra ao lado de um amigo e sem o "medo" de ser "xingado" de gay, posta com o neologismo que funde Brother + romance, neste "bromance" que é uma palavra que precisava existir. Agora existe. Fica aberto ao uso, ao ato e a alegria. 

Facebook e charge



A incrível capacidade dos cartunistas de sintetizar ideias.

Patrícia Poeta também abandona Bonner pra fazer programa


A deliciosa ambiguidade do discurso.

A demonização total do PT


E a pergunta: de onde vem tanta gente maluca?

Que cartaz fantástico


Dos melhores cartazes que já vi.

Crise de abastecimento







Sonhei que ligava as torneiras
e a água descia suja, sem condições de beber

É a crise de água virando pesadelo.
 de fato.




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As ações do "Exército de Cristo" (de traficantes evangélicos) contra as religiões afro

Crime e preconceito: mães e filhos de santo são expulsos de favelas por traficantes evangélicos

A roupa branca no varal era o único indício da religião da filha de santo, que, até 2010, morava no Morro do Amor, no Complexo do Lins. Iniciada no candomblé em 2005, ela logo soube que deveria esconder sua fé: os traficantes da favela, frequentadores de igrejas evangélicas, não toleravam a “macumba”. Terreiros, roupas brancas e adereços que denunciassem a crença já haviam sido proibidos, há pelo menos cinco anos, em todo o morro. Por isso, ela saía da favela rumo a seu terreiro, na Zona Oeste, sempre com roupas comuns. O vestido branco ia na bolsa. Um dia, por descuido, deixou a “roupa de santo” no varal. Na semana seguinte, saía da favela, expulsa pelos bandidos, para não mais voltar.
— Não dava mais para suportar as ameaças. Lá, ser do candomblé é proibido. Não existem mais terreiros e quem pratica a religião, o faz de modo clandestino — conta a filha de santo, que se mudou para a Zona Oeste.
A situação da mulher não é um ponto fora da curva: já há registros na Associação de Proteção dos Amigos e Adeptos do Culto Afro Brasileiro e Espírita de pelo menos 40 pais e mães de santo expulsos de favelas da Zona Norte pelo tráfico. Em alguns locais, como no Lins e na Serrinha, em Madureira, além do fechamento dos terreiros também foi determinada a proibição do uso de colares afro e roupas brancas. De acordo com quatro pais de santo ouvidos pelo EXTRA, que passaram pela situação, o motivo das expulsões é o mesmo: a conversão dos chefes do tráfico a denominações evangélicas.
Atabaques proibidos na Pavuna
A intolerância religiosa não é exclusividade de uma facção criminosa. Distante 13km do Lins e ocupada por um grupo rival, o Parque Colúmbia, na Pavuna, convive com a mesma realidade: a expulsão dos terreiros, acompanhados de perto pelo crescimento de igrejas evangélicas. Desinformada sobre as “regras locais”, uma mãe de santo tentou fundar, ali, seu terreiro. Logo, recebeu a visita do presidente da associação de moradores que a alertou: atabaques e despachos eram proibidos ali.
—Tive que sair fugida, porque tentei permanecer, só com consultas. Eles não gostaram — afirma.
A situação já é do conhecimento de pelo menos um órgão do governo: o Conselho Estadual de Direitos do Negro (Cedine), empossado pelo próprio governador. O presidente do órgão, Roberto dos Santos, admite que já foram encaminhadas denúncias ao Cedine:
— Já temos informações desse tipo. Mas a intolerância armada só pode ser vencida com a chegada do estado a esses locais, com as UPPs.
O deputado estadual Átila Nunes (PSL) fez um pedido formal, na última sexta-feira, para que a Secretaria de Segurança investigue os casos.
— Não se trata de disputa religiosa mas, sim, econômica. Líderes evangélicos não querem perder parte de seus rebanhos para outras religiões, e fazem a cabeça dos bandidos — afirma.
Nas favelas, os ‘guerreiros de Deus’
Fernando Gomes de Freitas, o Fernandinho Guarabu, chefe do tráfico no Morro do Dendê, ostenta, no antebraço direito, a tatuagem com o nome de Jesus Cristo. Pela casa, Bíblias por todos os lados. Já em seus domínios, reina o preconceito: enquanto os muros da favela foram preenchidos por dizeres bíblicos, os dez terreiros que funcionavam no local deixaram de existir.
Guarabu passou a frequentar a Assembleia de Deus Ministério Monte Sinai em 2006 e se converteu. A partir daí, quem andasse de branco pela favela era “convidado a sair”. Os pais de santo que ainda vivem no local não praticam mais a religião.
A situação se repete na Serrinha, ocupada pela mesma facção. No último dia 22, bandidos passaram a madrugada cobrindo imagens de santos nos muros da favela. Sobre a tinta fresca, agora lê-se: “Só Jesus salva”.
O babalaô Ivanir dos Santos, representante da Comissão de Combate à Intolerância Religiosa (CCIR), criada justamente após casos de intolerância contra religiões afro-brasileiras em 2006, afirma que os casos serão discutido pelo grupo, que vai pressionar o governo e o Ministério Público para que a segurança do locais seja garantida e os responsáveis pelo ato sejam punidos. “Essas pessoas são criminosas e devem ser punidas. Cercear a fé é crime”, diz o pai de santo.
Lei mais severa
Desde novembro de 2008, a Polícia Civil considera como crimes inafiançáveis invasões a templos e agressões a religiosos de qualquer credo a Lei Caó. A partir de então, passou a vigorar no sistema das delegacias do estado a Lei 7.716/89, que determina que crimes de intolerância religiosa passem a ser respondidos em Varas Criminais e não mais nos Juizados Especiais. Atualmente, o crime não prescreve e a pena vai de um a três anos de detenção.
Filha de santo, que foi expulsa do Lins: ‘Não suportava mais fingir ser o que não era’.
— Me iniciei no candomblé em 2005. A partir de minha iniciação, comecei a ter problemas com os traficantes do Complexo do Lins. Quando cheguei à favela de cabeça raspada, por conta da iniciação, eles viravam o rosto quando eu passava. Com o tempo, as demostrações de intolerância aumentaram. Quando saía da favela vestida de branco, para ir ao terreiro que frequento, eles reclamavam. Um dia, um deles veio até a minha casa e disse que eu estava proibida de circular pela favela com aquelas “roupas do demônio”. As ameaças chegaram ao ponto de proibirem que eu pendurasse as roupas brancas no varal. Se eu desrespeitasse, seria expulsa de lá. No fim de 2010, dei um basta nisso. Não suportava mais fingir ser o que eu não era e saí de lá.
Mãe de santo há 30 anos, expulsa da Pavuna: ‘Disseram que quem mandava ali era o ‘Exército de Jesus”.
— Comprei, em 2009, um terreno no Parque Colúmbia, na Pavuna. No local,. não havia nada. Mas eu queria fundar um terreiro ali e comecei a construir. No início, só fazia consulta, jogava búzios e recebia pessoas. Não fazia festas nem sessões. Não andava de branco pelas ruas nem tocava atabaque, para não chamar a atenção. Um dia, o presidente da associação de moradores foi até o local e disse que o tráfico havia ordenado que eu parasse com a “macumba”. Ali, quem mandava na época era a facção de Acari. Já era mais de santo há 30 anos e não acreditei naquilo. Fui até a boca de fumo tentar argumentar. Dei de cara com vários bandidos com fuzis, que disseram que ali quem mandava era o “Exército de Jesus”. Disse que tinha acabado de comprar o terreno e que não iria incomodar ninguém. Dias depois, cheguei ao terreiro e vi uma placa escrito “Vende-se” na porta — eles tomaram o terreno e o puseram a venda. Não podia fazer nada. Vendi o terreno o mais rapidamente possível por R$ 2 mil e fui arrumar outro lugar.

Para ver a fonte da notícia, clicar AQUI

E para que não haja dúvida

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"Amarás, pois, ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento, e de todas as tuas forças; este é o primeiro mandamento. E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Não há outro mandamento maior do que estes." 

(Marcos 12:30-31).

Revidando texto calunioso sobre deputado Jean Wyllys




Eduardo Arau Isso é tão verídico quanto Machado de Assis reclamando da Internet. Esta empreitada ao deputado é um ato claro para instigar rancor à figura e às causas que ele defende, que vão "em tese" contra a Bíblia. Mas aos fiéis cegos, que escolhem exatamente o que seguir - não vejo ninguém apedrejando as mulheres adúlteras nas ruas, ou indo para o hospital "parir com dor" - parecem incomodados com a possibilidade de outras escolhas e outros credos, ou credo nenhum, como dos agnósticos e ateus. Agora, sou contra o "amor cristão" (bem distinto do amor de Cristo) que instiga a violência, o preconceito, e perseguem aqueles que não 'compactuam" com seus dogmas, querendo impor a todos uma religião que - esta sim, é escolha de cada um. O problema não está nunca em Deus, mas nas figuras - muitas vezes nefastas - que "aparentemente" o representam, e querem "falar" em seu nome. A mensagem é bem simples: Amai o próximo como a ti mesmo. O resto é rancor e desprezo, e é estranho que se aprenda isso na religião.







Ah, e me dei ao trabalho de "mudar esse texto" e creditar a autoria a ele. E por que está escrito é fato, não é? Foi ele que afirmou isso. Acho que ninguém é tão ingênuo a ponto de acreditar em tudo que se lê. Eu li há muito tempo na Bíblia um versículo que dizia o seguinte "Não darás falso testemunho contra o teu próximo. Êxodo 20:16. Acho que muitos "CRISTÃOS" não leem a Bíblia, de que modo fariam e repassariam falsos depoimentos para a grande massa, nas redes sociais? Injustiça? não: MÁ FÉ. Quero ver entrevista filmada em que ele afirme isso em público e sem cortes, aí podemos falar em cassação. Sem provas, sem crédito. Como disse: o resto é ÓDIO.






sexta-feira, setembro 19, 2014

Luciana Genro detona Aécio, PT, Tucanos etc

Garotinho, sobre a sonegação da Globo

Engraçado que todos gostam quando a Globo é incisiva com os candidatos. Mas quando algo de verdadeiro é dito a ela, ela, que detem o controle das câmeras, sabe imediatamente como cortar e impedir que algo seja dito. E aqui está a fala do Garotinho, ninguém melhor que um rato para identificar seus iguais.

Revidando um aluno bacana no FACEBOOK


  • Eduardo Arau Não estou com implicância com você. Como disse, o que me interessa atualmente, até no seu caso, não é o posicionamento, mas o DISCURSO. O discurso que faz um recorte tosco da realidade e vende como verdade. No caso da eleição, (e da mídia, claro) essa prática é perversa e permissiva: fazem com intensão, ganham para isso, sabem os instrumentos que usar. A favor de alguns grupos (que nunca se manifestam abertamente, pois estão nos bastidores financiando) todo número, estatística, imagem e discurso é USADO em estratégias eficientes para conduzir/induzir grande parte da população (crente no poder da imagem e do discurso) para a direção/lugar que queiram. Sempre foi assim, todos fazem isso (direita/esquerda/Igreja/milicos/pais/pastores). A busca é sempre o Poder e o que ele garante, como dinheiro, controle das massas, isso vale para POLÍTICA, para RELIGIÃO, para o CAPITAL/MERCADO, para quem EDUCA também. Ou seja, me interessam essas "estratégias de manipulação" para que, pelo menos, alguém bem intencionado como você, não seja tão facilmente engendrado/ludibriado por cascatas constantes de informação tendenciosa. Necessário, como digo, é perder o olhar ingênuo sobre o mundo, duvidar do consenso, questionar continuamente as próprias certezas. Pois, para viver neste mundo atual não basta informação, conhecimento de História, Filosofia, Sociologia etc, é preciso realmente ter instrumentais para aperfeiçoar o famoso e difícil SENSO CRÍTICO, até mesmo para não se pôr a serviço de ideologias, no mais das vezes, bem perversas.
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  • Eduardo Arau

quinta-feira, setembro 18, 2014

Luciana Genro detonando Aécio e por lambuja FHC, TUCANOS, PT, PSB empreiteiras e Marina



Luciana Genro detonando Aécio e por lambuja FHC, TUCANOS, PT, PSB empreiteiras e Marina

Temple of run - Android


O único game que jogo, pois é o que está a mão, e posso dizer que sou muito bom.

Blue Velvet


Blue Velvet, Isabela Rosselini, David Lynch: luxúria, grotesco, estranhamento e sublimidade. Tudo num take. Sim, o Cinema pode ir longe, muito longe. 

Estratégias de manipulação







Novo campo de interesse a aprofundar. 

Anotado.











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Jogos de palavra e humor, como não gostar


Um belo cão


Gabriel, Mãe, Pek, Zaíra

Caindo de sono, milhões de aulas no Instituto Henfil. Gabriel baixou lá para pegar o celular que troquei para ele, aproveitou para ver uma aula. Em casa, de madrugada, o cão cada dia mais gordo. A mãe menos confusa, mas as grandes dificuldades de locomoção. Meu joelho, torturado pela esteira da academia me matando. Dentista, nova prova, nada definitivo. Milhões de livros lidos. Pego carteira para levar a FSA. Manhãzinha imprimo as bonitas fotos e deixo para mãe. Notícias boas do irmão e do caso trabalhista. Academia, ombros, brócolis, tudo por fazer. Artigo em processo. Leituras fantásticas, muitas. Encontro na sexta sobre tcc de Marcelino, com Tiago, no CCSP. Empréstimo da câmera para Gabriel executar trabalhos. Resgate de velhos cds/dvds de fotos antigas. Feira no domingo. Encontro com Pedro e bebê também no domingo. Notícia triste hoje da morte do Marco, namorado da Marcela. Sofro com ela, pois o que atinge as pessoas que amo me atinge também. Conversa whatzapiana com Janete e Jô pede que eu a ajude a escolher um notebook. A vida corrida, almoço na Liberdade. Conversa longa com Lucas no viber sobre a bela viagem que fez na Itália. E a vida não pára de surpreender. 

FairStars CD Ripper conversor cd mp3


Com a morte do site Um que tenha, quem disse que acho vários cds para colocar no celular para ouvir/correr na esteira da academia? Então é preciso retomar o velho processo de converter os cds antigos em mp3. O que parecia uma missão fácil foi ficando complicadíssimo, por não achava um ripper descente, capaz de fazer o serviço. Finalmente cheguei a este FairStars CD Ripper, que é simplesmente perfeito. Converteu aquele cd da Fernanda Porto que não existe mais em lugar nenhum em poucos minutos. Fica aqui o registro para o caso de precisar procurar e baixar novamente este programa de rippar, converter arquivos de cd .wav em mp3.


Brócolis é o meu chocolate


Podem até não acreditar, mas troco qualquer barra de chocolate por brócolis no vapor. 

terça-feira, setembro 16, 2014

Tio tietando










Nostalgia?

Passei o dia recuperando de cds antigos (e defeituosos) uma série de fotos bem antigas, pois quero imprimir várias delas para minha mãe. O resultado está abaixo, na ordem dos acontecimentos: