quinta-feira, janeiro 30, 2014

A tcheca do Tchan

Disque Tchan (Alô Tchan)
É o Tchan




Pega no compasso
No passo dessa menina
Sei que é seu dom
Sei que é sua sina

Cheguei lá na Bahia
Ví seu corpo quebrar
Mas que bumbum bonito
Só sei que vou ligar

Ei, Tchan, alô, é Tchan

Disquei pra turma do Bicho da Cara Preta
Pra poder me ajudar
Em um concurso dentro da roda-de-samba
Onde eu tinha que julgar
Tinha baiana, americana, italiana
Gente de todo lugar
Mas a gatinha escolhida
Era a tcheca bem sapeca pra sambar
Ô, lá, lá

Ô pega a tcheca, solta a tcheca
Leva a tcheca, põe a tcheca pra sambar
Ô pega a tcheca, solta a tcheca
Leva a tcheca, põe a tcheca pra sambar

Vem sambar aqui no Tchan,
Vem sambar
Vem sambar que é bom
Tic, tic, tic, tic...

Tcheca, ô, solta a tcheca
Ô, leva a tcheca
Ô, põe a tcheca pra sambar

Pega no compasso
No passo dessa menina
Sei que é seu dom
Sei que é sua sina...

Ô pega o gringo
Leva o gringo
Põe o gringo
Bota o gringo pra sambar
Segure o gringo
Pega o gringo
Põe o gringo, bota o gringo pra sambar

Segure o gringo
Pega o gringo
Põe o gringo, bota o gringo pra sambar
Ô, pega o gringo
Ô, solta o gringo
Ô, leva o gringo
Ô, põe o gringo pra sambar

Vem sambar aqui no Tchan,
Vem sambar
Vem sambar que é bom
Vem sambar aqui no Tchan!

A saudade na canção

[Um texto iluminado de Bruno Andrade]

Sem medo de errar, a saudade é mesmo uma das matérias primas sentimentais do samba. Talvez a essencial. É possível fazer todo um inventário de sua aparição e de seus objetos. Saudade da terra: Dorival Caymmi (Saudade da Bahia), Lupcinio Rodriguez (Jardim da Saudade)... Saudade das Mulheres: Cartola (Peito Vazio) - a coisa mais linda desse mundo. A saudade como doença: Wilson Batista (a magistral "diagnóstico" onde ele lança mão dessa pérola: o micróbio da saudade é renitente). A saudade como remédio; Lupcinio Rodrigues (Nunca). A antecipação sobre uma saudade futura: Nelson Cavaquinho( Quando eu me chamar saudade- Nelson faz uma verdadeira torção na temporalidade, Futuro-passado?) A luta para por fim à saudade, Obra genial que eu considero coletiva: Chega de Saudade ( Tom Jobim, Vinicius de Moraes e João Gilberto) e para finalizar: A meta-saudade: Caetano Veloso (saudosismo- um "samba" sobre saudade que cita vários outros sambas sobre saudade)... Sou especialista em saudade, afinal, convivo com a saudade de meu amor a tempos..

Anotações sobre Praga

Em Praga. República Tcheca.  Menos dois graus por dia. O dia amanhece depois das 8h e as 17h30 já escureceu, parece noite alta. Tudo abre às dez. As pessoas são gentis. Todos parecem saber inglês. Brasileiros invadiram o mundo. Já esbarrei em uns 6 grupos. Só perdem para japoneses. A cidade é fantástica (num sentido também de feérica). Medieval. Não aceitam euro, mas tem casa de cambio a cada 20 passos. Os cristais são a coisa mais linda do mundo. Uma refeição custa C$ 120,00 (moeda local, coroa tcheca)  mesmo preço da água mineral e da coca-cola. Aqui tudo é mais barato que na União Europeia. Mas não consigo tempo para comprar. Croissant de chocolate na verdade é recheado de Nutella. Queijo camembert/gorgonzola/brie e cinco outros liberados no café da manhã. Mas não vi cenoura, vagem, chuchu ou outro legume que não fosse batata. Arroz nem pensar ou grãos! Aliás toda comida se baseia em fritura: batata e carne de porco fritas. Mas toda mulher é alta, magra e lindíssima, loura ou ruiva, mas sempre de olhos azuis com lápis preto. A policial que me deu informação era um clone da Grazi Massafera. Os homens sâo príncipes da Disney. O que me faz pensar que deve ser impossível aqui uma carreira de modelo.

terça-feira, janeiro 28, 2014

Viagem

Sumi por que não da tempo de parar para postar. E wi fi em hotel anda complicado. Já passei por Munique, Alemanha. Viena, Austria. Agora estou na República Tcheca, Praga. Saindo agora para ver a cidade, e já ansioso para ver o museu Kafka. Hotel lindíssimo com uma vista incrível. Café da manhã continental, que me deixou ainda mais feliz. Lá fora neva. A cidade ainda não se despiu da decoração de Natal. E até.
















quinta-feira, janeiro 23, 2014

Ando perdido em Munique

















Para quem ainda não sabe: ando perdido em Munique. 


Em Breve, perdido estarei em Viena.


domingo, janeiro 19, 2014

A madrinha embriagada


Hoje, na Avenida da Paulista. 19.1.14. Fui com Jorginho, convite conseguido com assessoria de imprensa. Achei o espetáculo belo e estranho.

Her, de Spike Jonze


Joaquin é Theodore Twombly um melancólico funcionário de uma grande empresa que produz cartas pessoais "à mão", por encomenda (aquelas íntimas, para aniversários, comemorações). Deprimido por conta do fim do casamento, instala um sistema operacional novo que não só se comunica, mas se relaciona emocionalmente com o usuário. Termina por se apaixonar pela voz/sistema operacional (Samantha, na voz de Scarlett Johansson) e é correspondido. Um filme cheio de belas imagens e ideias, mas nunca avança de fato para uma discussão mais profunda sobre os limites da inteligência artificial. Segue aquele romantismo estranho e delicado tipico dos filmes de Spike Jonze (autor de Quero ser John Malcovich e Onde vivem os monstros). 

Infelizmente, após esta premissa inteligente e um início filmado com ótimas sacadas o filme vai se perdendo, se diluindo numa melancolia um tanto frouxa até o esvaziamento final, como se faltasse inspiração para um bom desfecho. Pena. 

sábado, janeiro 18, 2014

Nossa cidade, de Antunes Filho



Cecile tinha convite e me convidou. Desci às pressas ao Sesc Consolação para assistir a este que é o pior espetáculo que já assisti do grupo  de Antunes Filho. Ok que lance um olhar irônico sobre a formação dos Estados Unidos, protestantismo e capitalismo no seio familiar à lá Mallick etc. Mas a peça é simplesmente um porre. Um infinito tédio. A ponto de irritar tanto com o pieguismo que é quase impossível não cair na gargalhada por assistir uma peça tão absolutamente irritante e tediosa. O que me impressiona é que há tanta coisa acontecendo no Brasil atualmente e há tantos autores interessantes a se encenar que este espetáculo surge como o elogio ao banal.

quinta-feira, janeiro 16, 2014

Artigo sobre Rolezinhos

"Os novos rolezinhos, portanto, acontecem num novo contexto, mas com um mesmo objetivo. A internet deu visibilidade e tamanho a algo que sempre aconteceu em escala menor, sem ser visto ou noticiado dos rios para cá. O boom do crédito, a diminuição do desemprego e o crescimento da classe C levaram os shoppings até as periferias da cidade. Os rolezinhos aconteceram, todos, da ponte pra lá: shopping Itaquera, shopping de Guarulhos, shopping Interlagos, shopping Campo Limpo. Eles não chegaram nem ao shopping Eldorado, talvez um dos centros comerciais mais híbridos de São Paulo – ele fica ao lado da ponte e recebe gente tanto da periferia quanto das áreas mais centrais da cidade. Além disso, esses jovens têm mais emprego, mais renda e podem comprar bonés de 200 reais em várias parcelas mensais (ou tem pais que querem dar aos filhos o que não tiveram, inclusive bonés de 200 reais. Isso não acontece só da ponte pra cá). Os rolezeiros são os filhos da classe C, do pequeno milagre econômico da segunda metade da década passada. Deng Xiaoping, o homem que introduziu o comunismo com toque capitalista na China, dizia que enriquecer é glorioso. Na periferia de São Paulo, consumir é glorioso."

(...)
Qual o próximo passo? Os policiais passam a agir da forma como estão acostumados a se comportar: na base da força bruta. Eles se comportam como uma força de segurança preventiva, a mando de uma organização privada, para reprimir pessoas que não cometeram nenhum crime. E cometem descalabros. Há o caso, bizarro, do menino que foi comprar aliança e acabou multado e agredido. Isso não é novo. Abundam notícias sobre excesso de força policial tanto na periferia quanto no centro – como bem mostraram as reações às manifestações de junho. Não é possível esperar outra reação de uma organização treinada para agir sempre com muita força, ao mínimo sinal de que algo saiu fora do manual. Também não é nenhuma novidade que a relação da polícia pública com organizações privadas é íntima – e complicadíssima. Há centenas de policiais que trabalham como seguranças de shoppings, bares e restaurantes nas horas vagas. Provavelmente, alguns deles ganham mais desses shoppings do que da sociedade – e tem um compromisso maior com o shopping do que com a sociedade.
(...)
Não há razão para idolatrar ou demonizar os rolezinhos. Talvez haja furtos, talvez haja arrastões, e não há nada que a polícia possa fazer senão impedir que as pessoas pobres que frequentem esses shoppings sejam roubadas ou furtadas. Mas também não faz nenhum sentido impedir que essas pessoas entrem em shoppings pelo simples fato de usarem um boné de aba reta ou um tênis cheio de cores. Os rolezinhos são o que são. E merecem estudos, debates e reflexões melhores do que vem recebendo até agora.
(...)

Porque se tem algo que os rolezinhos legam, com certeza, nesse mar de dúvidas, hipóteses e exageros, é que o nível do debate da ponte pra cá anda bem baixo. E, quando se mete a falar de periferia, esse gigante desconhecido, ganha contornos constrangedores. A periferia é muito mais complicada do que nossos veredictos em 140 caracteres. 


Trechos de artigo excelente AQUI.

Segundo a Folha


[Folha 15.1.2014]

Uma aula de análise do discurso


Rolezinho a partir do discurso do Lucas Santos no facebook


[Folha de SP - 15.1.2014]

Interessante... realmente interessante... muitas ideias fora de lugar, contradições várias do discurso sobre importância/função da Educação, desigualdade e preconceito. ingênuo e tolo em diversos pontos (como qualquer adolescente) mas "esperto" no que tange a realidade que vive sobre acesso e exclusão material e simbólica.


terça-feira, janeiro 14, 2014

A beleza do consumo, segundo a publicidade



O capital se apropria de tudo. Publicidade de uma revista de eletrônica de 1978 encontrada em casa. O textinho na altura da cabeça é inacreditável.

texto: "A melhor maneira de combater o sistema é estar por dentro dele.
Comece sua luta comprando um conjunto de som da gradiente.
Os amplificadores [...] são produzidos por um grupo de capitalistas extremamente lúcidos.
Quem sabe a procura só é boa quando a oferta é muito boa.
Por isso, há mais de 12 anos eles produzem equipamentos de som que oferecem o máximo de fidelidade que um contestador pode exigir (você ouve o Dylan gravado ao vivo como quem está vendo ao vivo; o Belchior gravado como quem está no estúdio).
E oferecem também uma rede de revendedores com os melhores planos de pagamento do mundo ocidental. 
Compre [...] para ouvir com perfeição as denúncias graves, médias ou agudas dos seus cantores de protesto preferidos.
Quem sabe até você acaba chegando à conclusão de que a sociedade de consumo não é tão ruim assim."

Sarneys e outros ratos


Vejo nela a face nefasta do pai, imagino a longa linhagem de filhos netos e bisnetos sugando vampirescamente o porvir do Maranhão e do país.




Laranja mecânica, de Stanley Kubrick


Outro filme que assisti ontem com Gabriel.


O iluminado, de Stanley Kubrick





Por conta da visita do Gabriel - e nosso passeio a exposição do Stanley Kubrick no MIS, assistimos juntos há dois dias, a este incrível filme do mestre. E  o Gabri adorou.



La grande bellezza, de Paolo Sorrentino


La grande bellezza, de Paolo Sorrentino. Lindo e histericamente grotesco a cada frame. Talvez ainda mais felliniano do que qualquer obra de Fellini. Quando os velhos agem como adolescentes ridículos, em busca de uma vida de eterno gozo e juventude conquistada à botox e petrificação de fotos para facebook. Segue o escritor - de uma obra só - desencantado, edonista, rei mundano. O cenário é Roma, diante do coliseu ou em grandes palácios e jardins repletos de estátuas renascentistas, tudo reforça a ideia de passagem do tempo e pisca para eternidade. Único senão é que se alonga mais que o necessário. Ainda assim, belíssimo.


domingo, janeiro 12, 2014

NYMPHOMANIAC PART ONE

Hoje. No Shopping JK.


Já escrevi longamente. Publico em breve.

Gabriel no Martinelli








Meu sobrinho Gabriel está de férias e prometi trazê-lo para passar uns dias no meu apartamento, e fazermos passeios nesta cidade de São Paulo que eu gosto tanto. E estivemos às 14h da sexta (10.12014) no alto do Edifício Martinelli.