quarta-feira, novembro 26, 2014

terça-feira, novembro 25, 2014

White Bird in a Blizzard, Greg Akaki

Senhorita Julia, por Liv Ullmann

A GLOBO E A MISÉRIA DO BRASIL


Assistindo ao Jornal da Globo: a imagem vendida de que o Brasil é um país mais miserável que a região mais miserável da Somália. E com tendência a piorar (!!!!). Tudo, sempre, emoldurado pelo sorrisinho cínico e falsamente simpático da Christiane Pelajo. O terrorismo diário da Imprensa Brasileira, com seu recorte martelando caos, violência e catástrofe sem fim. Enquanto isso Damien Hirst, artista visual mais famoso e rico do mundo, expõe em SP e vende uma das suas obras feitas com zíper por R$ 3.000.000,00, para milionários brasileiros.

segunda-feira, novembro 24, 2014

Dolores

Hoje me deu tristeza,
sofri três tipos de medo
acrescido do fato irreversível:
não sou mais jovem.
Discuti política, feminismo,
a pertinência da reforma penal,
mas ao fim dos assuntos
tirava do bolso meu caquinho de espelho
e enchia os olhos de lágrimas:
não sou mais jovem.
As ciências não me deram socorro,
não tenho por definitivo consolo
o respeito dos moços.
Fui no Livro Sagrado
buscar perdão pra minha carne soberba
e lá estava escrito:
"Foi pela fé que também Sara, apesar da idade avançada,
se tornou capaz de ter uma descendência..."
Se alguém me fixasse, insisti ainda,
num quadro, numa poesia...
e fossem objetos de beleza os meus músculos frouxos...
Mas não quero. Exijo a sorte comum das mulheres nos tanques,
das que jamais verão seu nome impresso e no entanto
sustentam os pilares do mundo, porque mesmo viúvas dignas
não recusam casamento, antes acham sexo agradável,
condição para a normal alegria de amarrar uma tira no cabelo
e varrer a casa de manhã.
Uma tal esperança imploro a Deus.

Adélia Prado



[Tão lindo que não caibo em mim.]

hashtag








‪#‎partiu‬ coracao partido




.

domingo, novembro 23, 2014

Audálio Dantas, descobridor de Carolina Maria de Jesus





Balada Literária 2014. Livraria da Vila. Conversa com Ricardo Ramos Filho e Audálio Dantas, sobre Carolina Maria de Jesus e "As duas guerras de Herzog".

Eu e Dircenara no Estadão.


Cores de Amodóvar, cores


Ana e Tininha então me ligaram. Eu estava no metrô, ia rumo ao trabalho. E esperaram que eu saísse. E nos encontramos no mexicano da Augusta. E assistimos (por que eu queria rever com elas) a Relatos Selvagens, no Itaú Cultural. Saímos de lá, naquela alegria dos bons filmes e do encontro feliz com amigos que amamos. De quebra, jantamos naquele restaurante mineiro. Conversamos sério, sobre as meninas, sobre escola, sobre política, sobre aspirações futuras. E rimos. Sempre rimos. No fim, me levaram até o metrô, e nos despedimos, naquele zum zum frenético da Paulista. Dia feliz que o registro eterniza.


9a. Balada Literária - Homenagem a Carolina Maria de Jesus

























As professoras da Alliance Française


Eu com as professoras da Alliance Française obtendo uma lição fundamental sobre o idioma de Proust: o biquinho

Self-portrait with portraits.


terça-feira, novembro 18, 2014

CAROLINA MARIA DE JESUS: FOME, A GRANDE BOCA DO MUNDO


Em abril de 1958, o jornalista Audálio Dantas, ao realizar uma reportagem numa favela que crescia às margens do Rio Pinheiro (a extinta Canindé), deparou-se com a catadora de papel Carolina Maria de Jesus. Surpreendeu-o que uma mulher negra, filha de ex-escravos e mãe solteira de três crianças, cultivasse o hábito de escrever continuamente em cadernos (seus diários) sua difícil rotina de sobrevivência.

Tratada durante toda vida como pária social, era filha ilegítima de um homem casado. Sua mãe foi expulsa por um padre católico da igreja, por ter dois filhos fora do casamento. Talvez por isso, Carolina aprendeu desde sempre a não contar com os “homens”. Temia perder a liberdade de escrever. Por isso, mesmo assediada por homens oportunistas, jamais quis se unir a ninguém. Essa mineira da zona rural estudou até o segundo ano, graças à piedade da esposa de um rico fazendeiro. Aos 23, após a morte da mãe, migrou para São Paulo, onde construiu uma casa de madeira, lata e papelão para sobreviver e criar três filhos.

Quarto de despejo, o livro lançado tendo por base seus vários diários sobre sua experiência traumática de moradora de favela na São Paulo dos anos 60, tornou-se um fenômeno nacional e internacional. Neste “livro-depoimento”, reúnem-se as agruras diárias em busca de alimento (fome é a palavra onipresente quase no relato página a página, só comparável ao verbo “escrever”).

Em Quarto de despejo, a miséria é martelada dia a dia, compondo um doloroso e inacreditável painel de carências extremas, a derrubar qualquer possibilidade de visão idílica e/ou feliz de se viver na favela. Canindé é o inferno de Carolina, que não tolera “os favelados” (com os quais compartilha espaço, mas com quem não sente qualquer proximidade real).

O tom agressivo do narrado sobrepõe-se ao pessimismo, pois Carolina não admite ceder a ele. Seu relato é concreto, toda sua visão de mundo é objetiva e material, calcada na sobrevivência. O que não significa que não lhe escape, um olhar crítico sobre políticos e poderosos do Brasil; sobre a piedade falsa dos padres (para não dizer Igreja); sobre conflitos amorosos. Sabe principalmente o que é ser mulher, negra, miserável numa cidade que parece gritar riquezas nunca acessíveis aos pobres. Em sua “fala” não faltam contradições, mas sempre há espaço para contemplação da natureza e o olhar amoroso sobre filhos; mas que só consegue expressar na materialidade da vestimenta e da comida. Seu amor/paixão pelos livros e pela escrita é o que a singulariza. É da escrita que retira força e resistência. Escrever para ela é testemunhar, é denunciar a realidade. Seus diários são seu instrumento de poder ante os demais favelados, quase todos analfabetos. Seu grito de guerra é: “Saiam ou eu vou colocar vocês no meu livro!”

O diário de Carolina Maria de Jesus foi publicado em agosto de 1960. A tiragem inicial de dez mil exemplares se esgotou em uma semana. Sua linguagem é simples e deselegante, retrato de sua pequena instrução, o que não impediu de Quarto de despejo tornar-se um best-seller na América do Norte e na Europa, pela força com que Carolina revela a experiência extrema de miséria. Mas seu sucesso trouxe-lhe problemas imediatos. Foi execrada na favela por vizinhos que a acusaram de “piorá-los” no livro, acusando-a de ter enriquecido sem compartilhar o dinheiro, chamando-a de prostituta negra e lançando pedradas e penicos cheios em Carolina e seus filhos. A raiva resultava da casa de tijolos que ela conseguira comprar num subúrbio, graças aos ganhos iniciais de seus direitos autorais. Seus vizinhos chegaram ao extremo de tentar impedir que seu caminhão de mudança deixasse a favela.

Carolina morreu em 1977, depois de publicar outros diários, um romance, livro de poemas e gravar canções, tudo sem igual repercussão de Quarto de despejo. Consumida como novidade e esquecida, em grande parte, foi a primeira e mais radical expressão de uma mulher pobre da favela. Ela foi a precursora de todos os escritores marginais e, até hoje, imbatível na expressão da força/resistência da mulher periférica.



Em nosso vídeo-homenagem – Carolina Maria de Jesus: fome, a grande boca do mundo – procuramos revelar a força dessa mulher, desta escritora que com escombros de uma palavra escassa, produziu uma obra de impacto onde pletora uma verdade raramente alcançada por “literatos profissionais”. Por isso ele é composto de vozes “não profissionais”, colhidas no centro de São Paulo, passantes que escolhera um trecho de Quarto de despejo e lhe devolveram a voz. São trechos fortes ou comovedores do livro-vida de Carolina, lidos diretamente para câmera, crus, sem ensaios, produção ou maiores aparatos. Por meio dessas múltiplas vozes tomadas do agito e algaravia de São Paulo, cidade que sempre tentou abafar a palavra de Carolina (sem vencê-la), resgatamos a sua história. Neste ano de 2014, ela faria 100 anos. Morta aos 63 anos, ela sobrevive e se revela em cada frase, não só o país, mas a interioridade de quem sabe que a fome e a palavra se saciam pela mesma via.

domingo, novembro 16, 2014

Polissonografia em 13.11.2014

Finalmente, depois de anos de adiamento, fiz o exame a 20 minutos de distância de casa. Das 22h as 6h, uma verdadeira sessão de tortura. Dia seguinte, corrida as 14h para uma consulta na Paulista, e de lá, para o Hospital da Unimed Paulistana. E a sensação de cansaço incrível, lista com milhões de exames para fazer. E a vida continua. Hoje, 16.11 uma conversa um tanto dolorosa. E seguimos com a vida. 

sábado, novembro 15, 2014

Boyhood (da infância à juventude), de Richard Linklater




Há nos filmes de Richard Linklater uma América que não figura em nenhum filme da América real. A América de Richard Linklater nada tem de banal, consumista e estúpida. Nela habita uma classe média que luta para uma ascensão no plano do saber, do conhecimento. Ele cria aquele contraponto que no filme está em Patrícia Arquette (responsável, comprometida, desejosa de estabilidade econômica e emocional, e sempre "lutando" pelo seu crescimento) e em Ethan Hawke (meio porra louca, perdidão, artista, intuitivo, instável, mas apaixonado e amoroso, deixando se levar pela liberdade de si). Mas o que eles são é gente sempre reflexiva, que pensam a vida, o mundo, o entorno. 

Em Boyhood, Patrícia vive como mãe solteira (já que o ex partiu numa vida nômade-garotão). Apesar de jovem, (teve filho aos 20 anos) ela cria com afeto, empenho e força a um casal de filhos. O filme acompanha, de fato, ao garoto Ellar Coltrane dos 6 aos 19 anos. Boyhod mostra o périplo de sua mãe em múltiplas mudanças, os maridos certos (mas que se revelarão alcóolatras errados), depois de um tempo. Linklater filmou durante 12 anos com os mesmos atores. O resultado é glorioso. As epifanias surgem daquelas pequenas passagens banais do cotidiano que nos formam: acampar com o pai, jogar video-game, sofrer bullying na escola, comer na avó, brigar com a irmã, flagrar a mãe triste, ou feliz, descobrir que elfos não existem, não saber que profissão escolher, levar um é na bunda.

Não sei como, mas Linklater encontrou esse garoto - Coltrane - com uma melancolia (quase apatia) que se projeta num olhar introspectivo sobre o mundo. Ele virará fotógrafo, concentrado nos detalhes, e isto já está na abertura, quando olha o céu e discute com a mãe a existência das formigas. Não há um trato épico, praticamente não há enredo, uma direção/fio de história a seguir que não seja tão somente a vida: rotinas de acordar, estudar, zoar com amigos, aniversários, ser visitado por esse pai ausente vez ou outra. E tudo cresce, grita de beleza, pois o filme está nos dando a passagem do tempo do ator-personagem Coltrane, e não é possível não nos emocionarmos da forma como, banalmente, o mundo se revela surpreendente. Também vivemos e estamos vivendo estas passagens, da esperança ao desencanto, do apaixonamento, das grandes alegrias e tristezas. Como costumo dizer: a vida é interessante demais o tempo todo.

Sentei aqui na sala de madrugada e assisti. São três horas de duração. Nada que prenda ou gere maior expectativa. Tudo é dito sem pressa, sem pirotecnia, num ritmo linear, sem flashbacks, sem recobrir as lacunas do que não se narrou. E é um filme muito dialogado, sempre mirando o sentido da vida, da passagem do tempo, do amor. Aliás, é também um filme fundamentalmente sobre afeto, sem uma cena piegas que seja, sem nada que seja melodrama, com lances duros (o espancamento da mãe), mas reconhecíveis. A trilha sonora é belíssima: clipa algumas cenas, predomina uma música country e um rock tradicional (o pai é compositor), e muitas letras comentam o que não se diz.




Mas a minha questão é só uma: como, nesta vida, não amar alguém como PATRÍCIA ARQUETTE?

Apocalipe, Left Behind


A decadência máxima de uma ator. O filme é primário, risível, mal dirigido. Inacreditável que exista.

sexta-feira, novembro 14, 2014

Ana Maria Braga na Disney e a eterna vergonha de ser brasileiro




Acho impossível não se sentir um completo idiota vendo o programa da Ana Maria Braga na Disney. O tom é de retardo mental, o fetiche pela "fantasia" consumista, plastificada e imbecilizante faz estarrecer. Como é possível que possa haver uma centelha de inteligência no público alvo? Cada vez que vejo tv me estarreço deste longo processo de alienação, de "sentimentalismo barato", de culto à América artificial, à infantilização do adulto, a exclusão de qualquer pensamento crítico. Uma mulher velha, botocada se fazendo comovida diante de bonecos de plástico, dizendo que é a terra da felicidade, que todos lá são gentis com brasileiros (como não seria, ela é de uma emissora!!! Como não seriam: brasileiro vai la para consumir!!!) e que os "empregados brasukas que ali trabalham" chegaram lá! Cada palavra dela sobre a América vale uma tese sobre "a vergonha de ser brasileiro", sobre o complexo de cachorro manco. Um curto circuito entre o que é mero entretenimento pop/banal e o que é de fato Cultura. Ariano Suassuna, numa aula-show, disse que para ele não havia expressão mais pura do ridículo do que um adulto indo as lágrimas diante do boneco do Pateta, na Disney. Não tenho como concordar com ele. 

Sobre Encontro com Fátima Bernardes (fragmento)



No "Encontro" não se torturam gays no palco, mas suas intenções retrógradas também seguem uma lógica perversa ao se travestirem em prestação de serviços. Essa também não é uma estratégia exclusiva do programa. A verdade é que as campanhas de conscientização tendem à reproduzir os clichés mais essencialistas, visando um bem ao administrar outros males: Fitinhas cor-de-rosa na campanha do câncer de mama, barbas por fazer no movimento "Movember" does Estados Unidos na campanha do câncer de próstata. A cura do câncer sim, a permeabilidade entre as fronteiras de gêneros jamais!

Em seu início nas manhãs da Globo, Fátima Bernardes bem que tentou uma espécie de entretenimento sério, entrevistando seus colegas jornalistas e mantendo pautas como a homofobia com convidados como o deputado Jean Wyllys. Com o tempo, o programa se higienizou, ou acoxinhou-se, preferindo temas insossos e atemporais, como uma discussão sobre quem é mais ciumento (o homem ou a mulher?) ou reportagens sobre adolescentes na fila pro show da Demi Lovato. Ultimamente, o programa tende a começar com uma história de peso, como o racismo nas redes sociais ou algum sensacionalismo em torno de uma pessoa desaparecida, para logo enveredar, com o sentimento de missão cumprida, para amenidades. Um de seus experts de plantão, o psicanalista Francisco Daudt, foi recentemente despedido por fazer declarações tidas como "controversas" demais (como dizer que não gostava de bichos) para o horário matinal. Como uma professora catequizando seus pupilos por uma filosofia pedagógica à la Poliana (quando o tema é a falta d'água em São Paulo, as causas são climáticas, jamais políticas), Fátima jamais se senta para falar com seus convidados. Sempre em pé e ansiosa, desconfortável no papel de tia acessível e espontânea, suas perguntas se resumem à "E você?" e seus comentários à "Muito legal."


As manhãs da Globo, desde então, se tornaram uma propaganda anti-analética, onde o discurso conservador é destilado com cara de paisagem, os estereótipos reciclados pela enésima vez, o bate-papo direitista se fazendo de morto, o arsênio servido no café com leite. (De "Novembro e o pânico anal)

 Diego Semerene
Cineasta, teórico queer
13/11/2014 14:32

quinta-feira, novembro 13, 2014

Das (des)estripulias de um touro gay






O que (e como) escrevo quando eu escrevo no FACEBOOK

Especulacao imobiliaria, construcao civil, e juros altos. Cerveja de milho aguada, para diluir todas as tensões economico-sociais, e esquecer que estamos sempre governados por quadrilhas.


O poder nefasto da midia. se fizesse com a mesma abordagem pro uso recreativo, vc ia ver como se votava a liberacao em dois tempos. O processo eh sempre o mesmo, emocionar. Mostrar famílias, maes chorosas, doentes tortinhos. Tudo eh real, mas o que convence eh como se aborda. Sempre fazendo o contraponto com os EUA, que eh sempre a mesma base de comparacao do que seria o ideal. Nao pense que eu nao sou a favor, sou, mas o que me interessa cada vez mais é a construção do discurso e como ele move ao bel prazer as massas. Se a Globo fosse a favor do aborto, teriamos sua liberacao, nao tenho duvida.


Mickey na camiseta, sintomático.





Metade dos calouros da USP está entre os 20% mais ricos do Brasil
www1.folha.uol.com.br
Absurda e tendenciosa a materia. Estudei la. Sempre fui de escola pública de periferia. Nao tive essa experiência de exclusao por la. E isto me parece uma campanha velada da Folha pra instigar ódio na população acrítica q acredita em tudo q o jornal ou a Globo pública. A importancia da usp eh estratégica. Eh nosso maior espaco de Pesquisa em todas as areas, com produção de conhecimento e formação dos principais mestres e doutores do país. Tem o prestígio internacional, de trocas e parcerias q nenhuma particular possui. Ela nao está a servico do mercado, da criminosa indústria do ensino do país. Por isso eh a de maior excelência da America latina. Investem pouco e a superlotam. Agora usam o aparato midiático pra descaracteriza-la com o intuito único de privatiza-la. Se for realmente paga vc acha q aumentarão as possibilidades de pobres entrarem la? E vc deixara a formação e conhecimento do psis na mão do empresariado canalha q só visa ao lucro. Fique esperto. Nao compactue e nem divulgue mentiras. Seja crítico e menos ressentido.


Metade dos calouros da USP está entre os 20% mais ricos do Brasilwww1.folha.uol.com.br80% nao sao os mais ricos. Lembremos. E isto me parece propaganda demonizando e estimulando privatização. Solução. 50% das vagas destinadas aqueles provenientes de escola pública. Pronto.

Ruim demais. Inverossímil. Público não é garantia de qualidade, se fosse assim, as novelas nao teriam a maior audiência, big broder, sertanejo, pagodaiada e axé seriam a música dessa geração.O filme é tosco (quem em sã consciencia compraria fabricaria, distribuiria e compraria uma boneca tão feia???). Faz um arremedo tolo de bons filmes (O exorcista, sempre e Poltergeist), investe em sustos bobos e terror físico (retalhar) e termina simulando fatos reais. Fraco como aquele atual do Bana "Livrai-nos do Mal". Saudades de bons filmes de terror, com mais história do que efeitos.


Lendo a prova do primeiro dia, especulo que o tema da redação do enem será sobre "Ditadura, processo de redemocratização, lei da anistia, reparo ao povo brasileiro para esclarecer a violação dos direitos humanos durante o regime militar".

"Couto destacou a questão sobre a Comissão Nacional da Verdade. Para ele, ela foi uma questão muito "feliz", já que em 2014 se completam 50 anos da ditadura militar e são exploradas as políticas que visam reparar o dano ao povo brasileiro. A resposta correta é: "Esclarecer as circunstâncias de violação aos direitos humanos".

PESSOAL, penso que precisam dar uma olhada em questões relativos ao periodo ditatorial:

censura
fim das liberdades
perseguição, tortura
milagre econômicos
aumento da desigualdade social
aumento da divida externa
maus investimentos (transamazônica)
e no final, anistia para presos políticos e também
para os militares, que não precisaram por responder por seus crimes de tortura e demais arbitrariedade.

Vejam algo sobre o processo longo da re democratização (Diretas Já, Tancredo, Sarney, Collor...)

Procure ouvir aquelas musicas do Legião Urbana/Titãs/Paralamas/Ira dos primeiros discos.

DICA 2: procurem um texto curto no google que fale sobre isso
ou veja um video de história no youtube sobre o assunto.

Mas agora é noite, e o melhor é dormir

Abraço a todos.




Tem jeito não, quer coisa pior do que dor de amor para deixar a gente barangado?

USP fica na 77ª posição no ranking US News and World Report: é a melhor da América Latinaeducacao.estadao.com.brSe faculdades privadas fossem tão boas elas estavam figurando na lista (não é óbvio?); portanto, não parece estupidez querer privatizar a USP? Só os débeis e bossais não conseguem somar 1+1. Quanto a cotas, qual o problema? Nada está sendo dado, todos pagam impostos e tem direitos, outros sem garantias. Cotista competem entre outros cotistas, e já tem sido comprovado estatisticamente que muitos superam os não cotistas. Sou a favor de 50% para alunos provenientes de escolas públicas. Isto é uma questão de JUSTIÇA. Ou seja, deem oportunidades às minorias (ou maioria pobre) e elas vão correr atrás da defasagem e se superar. Agora aos que alardeiam a melhora no ensino básico e médio, o que fazer com essa massa formada? Jogar no lixo? Para gari e sua empregada doméstica mal remunerada ninguém pede cota ou acha injusto?

Torcendo por todos esses alunos maravilhosos que amanhã e domingo farão a prova do Enem. Vcs são fantásticos e tudo vai dar certo. Mando meu amor a todos. E q Deus (e o aluno encosto) guiem a mão de vcs para as respostas certas, como Buda faz com os japoneses. Respirem fundo e vão. Rezando. Amor. Do teacher.

USP fica na 77ª posição no ranking US News and World Report: é a melhor da América Latinaeducacao.estadao.com.brAs pessoas ignorantes veem o anúncio da usp estar entre as cem melhores e não têm a capacidade intelectual de pensar a quantidade de universidades q há no mundo todo. Estar entre as 100 eh fantástico.

USP fica na 77ª posição no ranking US News and World Report: é a melhor da América Latinaeducacao.estadao.com.br
Se fosse privada seria o lixo q sao as privadas. So os otarios deixariam a universidade publica do pais no poder de quem pensa saber meramente como negocio. Se privado fosse tao bons as escolas privadas seriam de primeira. Nao sao.



Nem todo mundo ri. Eh uma questao de lugar, classe e informacao. Muitos muitos muitos compram a Veja e a Folha nao como panfleto (boto a Globo aq tb), mas como noticia, como estado real dos fatos. A demonizacao petista e discursos equivocados sobre Venezuela, Cuba etc. Visao critica eh p q mais falta. Hj tudo se tornou novelizado, apelo as emocoes melodramáticas fáceis. A autoajuda e o discurso do coracao substituiram ha muito a analise e a perspectiva critica. Tudo eh emoção. Hj eh a mistificacao emotiva q conta. Bjs.

Nao da pra receber ninguem sem sala montada. Cozinha e mesa sem cadeiras pra uma pessoa nao da. Vai ser reuniao a americana. Com prato na mao e kissuko ou groselha em copo de massa de tomate.







O manto e o bispo