segunda-feira, outubro 27, 2014

REvidando uma comentário falando que o sul deveria se separar do norte/nordeste

Li com atenção todos os comentários, acho interessante a crença cega nos números e a incapacidade intelectual de interpretá-los. Detecto igualmente grande defasagem no quesito História, não entende a imigração para a região Sul/Sudeste do país, com concessão de terras (quotas?) para gente miserável e de baixa escolaridade (grande parte analfabetos) advinda de países como Itália, Alemanha (Guerra) e leste europeu, no início do século XX. (Tente conhecer o Museu do Imigrante, será importante para você saber que miseráveis merecem acolhida e têm potencial de crescimento). À arrogância juvenil, soma-se o que Tom Jobim (notório compositor brasileiro) chamou de "síndrome de vira-lata", que é achar que somos (brasileiros) inferiores, porque mais pobres econômico/culturalmente, e que a Europa/EUA são superiores, por conta do PIB. Ou seja, valorizar por possuir e não por ser. Mas isso não tem a ver com grau de instrução, mas base familiar, formação moral, religiosa, além do caráter. A grande ignorância está em não entender/saber/compreender/assimilar, que a maior parte da população de São Paulo (o estado mais rico do país) é composta de imigrantes e filhos de imigrantes nordestinos (provavelmente falta-lhe informação sobre "Milagre Econômico"), fundamentais para o processo de aceleração da industria/construção do parque industrial do país. Hoje este grupo é preponderante na indústria, comércio e serviço desta região, são os reais motores do trabalho e da economia de São Paulo. A região Norte/nordeste foi por décadas explorada e controlada por oligarquias/famílias, e não desenvolvida. Segregadas por governos (situados na região sul/sudeste e centro oeste) que lhes privou de atenção na Saúde, Educação, Segurança e demais aparatos que são responsabilidade do Estado. Ignorar e manter desassistida essa região parece ser a intenção/ideal de administração política democrática do rapaz. Parece interessante a ele a leitura de Os sertões, de Euclides da Cunha, para compreender "o por que da desigualdade" e a arrogância dos governos, representantes de uma elite rural, mais útil que a leitura de Harry Potter, se é que o rapaz em questão tem o hábito de ler. Mas isso é exigir demais, pois ainda que com índices superiores do norte/nordeste (que não conta com a "indústria" da educação privada), a média de 600 pontos no ENEM, da região de Curitiba, só pode comprovar a baixíssima formação escolar na qual o estudante está inserido. Isso, portanto se traduz na exposição equivocada, na perspectiva "discriminatória" - fundamentada em sua incapacidade intelectual de compreender dados estatísticos e relacioná-los à História e à realidade socioeconômica do país". É recomendável leitura e reforço escolar, e se possível, pesquisa in loco (isso significa viajar para esta região), ou seja, conhecimento para além da casa dos pais, da rua, do shopping, das quatro paredes do quarto e do playstation/xbox. Isso, possivelmente desfará determinados preconceitos de classe e região, já que baseados, fundamentalmente, em ignorância. E mais que piedade e/ou desprezo, ignorantes precisam ser educados/instruídos, até mesmo para não passar à frente sua própria ignorância. 

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