quinta-feira, agosto 21, 2014

Da visita ao apartamento do Marcos


 Então nesta segunda (18.8.14), depois de sucessivos adiamentos, tomei vergonha e fui lá no Marcos. Ou melhor, ele baixou aqui de carro e fomos almoçar num restaurante ótimo, quase na porta de casa. Depois fui conhecer o incrível apartamento dele, no Cambuci. Ficamos conversando sobre a vida, sobre os amigos, sobre trabalho, filmes, conquistas, decepções com amigos etc etc. A câmera e lente igualzinhas que ambos possuímos, e que eu levei para mostrar a ele (das coincidências que insistem em acontecer) à taça de vinho, café nespresso, a sala com cores claras, os jogos novos incríveis, seu home theater espetacular. Ele é um construtor de atmosferas. Um autodidata em computação gráfica. Um amigo sincero e generoso. Marcos/Paranex é dos meus amigos mais próximos, amizade que vem do colégio que fizemos juntos, em Mauá; e depois, mais velhos, dos tempos da ELCV onde ele dirigiu e editou roteiros e curtas meus. Agora ele embarca em novíssima aventura. Ele está às vésperas de ser pai de Valentina, e está me falando como vai mudar o escritório, de algumas espectativas, mas naquela calma toda que é dele. Na saída, chegou a Rose, esposa, a bonita barriga de grávida. Digo para ela que de resto não engordou uma grama, e ela ri. E eu lembro que eu gostei dela de supetão, desde a primeira vez que a vi, quando o Marcos a apresentou, há uns nove anos. Estão felizes. Eu, que vibro com as conquistas das pessoas amadas como se fossem minhas, fiquei num orgulho grande daquela amizade que sobrevive sem que precisemos fazer esforço algum, anos e anos. Pois há sempre em nós, novos assuntos, objetivos que se renovam, pautas que não se esgotam. Antes de sair, ele fingidamente me vendeu aquele celular caríssimo (por um preço inacreditável), coisa que ele faz sempre com os amigos, forma de nos presentear sem dar muito na vista. Modo muito Marcos de ser. Sem sentimentalismo. Sem angustia existencial. E, no entanto, o mais humano, ético e admirável cara que conheço. E encerro aqui para não ser ainda mais sentimental.

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