quinta-feira, agosto 21, 2014

Billy Wilder, na edição do Sesc


Adoro Billy Wilder, quase tanto quanto Hitchcock e Almodóvar. Achei este livro naquela loja do Cine Estação, no Rio de Janeiro. Não comprei. O preço absurdo. Semana passada, zapeando em sebos da Sé dou de cara com este livro por 20 mangos. Leio na contracapa que foi lançado por ocasião de uma mostra que houve em 2013 no Cine Sesc. O livro com este título anódino (o nome do autor) reune ensaios nos quais vários críticos estrangeiros (em ótimas traduções) analisam os filmes de Billy Wilder. Em sucessivos textos, alternam-se temas variados: reflexões sobre influências (do Expressionismo Alemão, de Lubisch etc), da reelaboração de gêneros (o noir, a screwball comedy, o filme de guerra), seu conteúdo transgressor (no que tange a ousadia com que aborda o sexo e temas amargos), no modo como lê e sutilmente critica a sociedade estadunidense e seus valores. Também, traça as conexões entre filmes e sua biografia, quando não relaciona-os com determinado momento político/histórico que Wilder cifra/comenta nas entrelinhas de sua obra. Portanto, mais que um livro: uma estimulante aula sobre o autor judeu-austríaco-alemão e a forma de se ver/ler um filme. Dentro do livro, imagens dos seus magníficos trabalhos. Um livro tão estimulante que parei no computador e pus para baixar todos os filmes - agora disponíveis em blu ray - para ver e rever. E olha que tenho vários livros sobre Wilder que não chegam aos pés deste. Só um questão a se pontuar: quem foi o responsável por uma capa tão ruim, vazia, inexpressiva quanto esta? Que ideia tola esta de colocar os títulos dos filmes como aparecem na abertura dos filmes na cama. O chocante é que a diagramação, as cores e as fotos internas são estupendas.

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