domingo, maio 04, 2014

The monuments men, de George Clooney


Um filme que não deveria existir. Existe por que George Clooney pode. Pode convocar um elenco estelar e fazer um filme sobre especialistas de artes que se travestem de militares e vão, no período nazista, resgatar obras de arte em toda Europa. Hitler queria um super museu, roubou judeus, saqueou museus, destruiu obras de arte expressionistas e modernistas que odiava, dinamitou monumentos históricos. Americanos, práticos e obtusos como são achavam que cuidar de arte era gratuito, uma perda de tempo. Tiveram um apoio mínimo, uma assistência minúscula, e conseguiram resgatar aquelas obras eternas que estão nos museus do mundo. Impossível neste mundo imbecil que vivemos um filme deste ter público e se pagar. Mas Clooney usa do seu prestigio como diretor, ator e produtor de filmes especiais, mais adultos e mais complexos. Dirige, entretanto, este com leveza, mesclando a inabilidade dos "soldados" e alternando com as conquistas. É claro, uma glorificação americana, embora ele não exclua entre os "heróis", franceses, judeus-alemães etc. As bombas que decepam corpos e o lança chamas que queima Picassos doem igualmente. O horror do mal e da perversidade. No fim, há baixas e vitórias triunfais (sobre os russos, claros), e após os créditos vemos as fotos reais. E o real estarrece. Lindo filme, emociona e eleva.



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