sexta-feira, maio 02, 2014

FIM, de Fernanda Torres


Comecei achando que iria odiar, não consegui parar. Ação puxa ação, com paixões sofridas de amigos no Rio de Janeiro. O livro trata da morte de cada um deles, sua pequenas vadiagens e paixões. Delicioso, divertido, jocoso, cínico, sensual. Não vai ao fundo de nada. Mas é um entretenimento feliz.

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Fim, de Fernanda Torres. Romance curto que parece mais reunião de 5 contos. No caso, começa pelo fim da vida de 5 amigos cariocas, um tanto canalhas ou brochas, seus laços e desenlaces amorosos. Tudo envolvendo safadeza, amor, fé, acomodação, vazio existencial, preguiça, putaria, vadiagem, esperança. 
Comprei não esperando nada. E é absolutamente delicioso, envolvente, divertido, safado, cínico, irônico, tragicômico, veloz. Um desbunde. Fernanda é uma fdp. Para quem está acostumado a ler livros de pessoas que não leem (50 tons..., queimadora de livros, pijamas listrados..., Paul Habbit) vá por mim. Este é melhor. Pois a gente entra e sai, do livro, feliz.


DE LÁ, UMA DISCUSSÃO LEGAL COM CONRADO E COMMENTS GERAIS

  • Conrado Falbo comprei por acaso, assim que saiu, num aeroporto... achei engenhoso mas senti falta de personalidade na escrita dela. pensei que poderia ter sido escrito por qualquer um desses "escritores novos". além disso, durante toda a leitura, me incomodou muito a sensação (já conhecida de vários livros, filmes e novelas) de que a classe-média carioca serve de parâmetro, ou melhor, de paradigma (social, subjetivo, simbólico etc.) válido para todo o brasil e quiçá para todo o mundo... resumindo: achei que o livro tem essa qualidade tacanha, não "transcende", como diria você em outros tempos (ainda diz?). bjo. conrado, o chato.
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  • Mariana Rodrigues Gajanigo Eu amei o livro. Conrado, chato mesmo hahaha
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  • Mônica Cardella Támbem gostei muito!
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  • Eduardo Arau Ué, conrado. Problema intelectual esse de achar que todo livro tem que ser obra prima. É entretenimento e válido. E é carioques desde a capa. Não concordo com vc não, e vc se contradiz, o tom dela é o carioques da personalidade dela, que anda sumido da literatura nova que se quer séria (a prosa eu acompanho demais menino). Flerta do Ubaldo, do estilo crônica, do carioques do Nelson de a vida como ela é. Não tem a ambição de ser alt literatur
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  • Eduardo Arau Transcender não trancende, mas nem tudo tem que transcender. Se uma coisa o PACC fez foi tirar esse ranço um tanto intelectual de por tudo dual bom/mau, alto/baixo. Hoje acho o Tchan uma delicia e eu desprezava completamente. ahahhaha
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  • Eduardo Arau Esses pequenos livros nao querem ser uma revelação do mundo, achei menos chato do que aquela mulher que escreve O divã, e daqueles romances mal escritos, cheio de pesquisas e pouco humor do Jo Soares. Ah tem muito de Domingos de Oliveira (que ADORO, e é uma visão absolutamente classe média carioca do mundo, mas muito mais pé na jaca, cínica e clínica do Brasil que muita obra pseudo que vai por ai. E detalhe, marca o pe no carioques) Ando bem desarmado. Toda criação (mesmo para entretenimento) é sim o esforço de criação e hoje aprendi a respeitar.
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  • Eduardo Arau Atualmente o cinema pernambucano (Tatuagem, O som ao redor, etc) tá dizendo muito e em profundidade, mas é tao tao tao recife-pernambuco. Eu acho que o que falta é esse pé de todo mudno. Eu queria romancista bem-rondonses, bem-piauenses, bem-maranhense...Ver mais
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  • Eduardo Arau Penso sempre que livros nas livrarias/estantes acrescentam, nunca subtraem. Mais é realmente Mais: as bobagens dos Games of Thrones e a sofisticação do russos (e novíssimos) da Ed. 34 e os classicos repaginados com triunfo da Cosasc. Sei que nunca foi ...Ver mais
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  • Conrado Falbo preconceitos, ranços, chatice, tudo aqui devidamente assumido. eu falei lá em cima que estava sendo chato. a verdade é que o livro não me moveu... meus motivos são contraditórios, como vc mesmo apontou, mas o efeito (ou falta dele) continua sendo o mesmo em mim. o próprio carioquês-bairrista já me agradou antes em várias vozes, não vou negar. mas nesse livro não desceu redondo...
  • Conrado Falbo e concordo plenamente (vc sabe): tudo soma. não cabe mais elitizar o gosto nem cultivar ranços. muito menos exigir uma transcendência que nunca foi prometida...
  • Conrado Falbo tô com saudade de vc, querido. quero conversas ao vivo! e adorei que essa minha provocação fez até a Mariana aparecer!!!
  • Eduardo Arau Puxa, só aqui mesmo pra gente discutir livro. Eu nao faço isso NUNCA com ninguem. ahahhaha e fazer isso no facebook, convenhamos, é uma ABERRAÇAO. ahahah SAUDADES imensas de tu. Ando bem angustiado/frustrado com carreira/vida, vc nao tem ideia. Abraços.
  • Eduardo Arau
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FIM

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