quinta-feira, abril 17, 2014

Sobrevivendo aos zumbis


The walking dead para mim está agonizando. Difícil manter por mais temporadas uma série que é basicamente uma sucessão repetida de ações pós apocalipse zumbi: homens se agrupam, acham abrigo "aparentemente" seguro, brigam, zumbis atacam, alguns personagens importantes morrem, homens fogem, se agrupam, acham abrigo, brigam, zumbis atacam, personagens importantes morrem etc etc etc.

Também, acabado o mundo o que restaria se não os velhos dramas humanos: necessidade de comida, abrigo, segurança e sexo; e envelopando tudo isso, conflito de egos (poder/política). Terminada a novidade da perfeição surreal da decrepitude do zumbis o que resta à série é entremear a falação emocional com ataques súbitos de zumbis, e caprichar na explosão das cabeças. Esse procedimento, depois de algum tempo cansa, de modo que eu, confesso, acelero os ataques por puro tédio.

Sendo tudo sempre o mesmo, a opção dos roteiristas foi mostrar como o apocalipse zumbi muda até os personagens mais frágeis, tornando-os pessoas mais duras, ao mesmo tempo que humaniza e suaviza o ímpeto daqueles que começaram brutalizados. Quando essas opções se esgotam, ou o personagem enlouquece, ou simplesmente morre. 

O melhor da quarta ficou para o capítulo penúltimo, quando a garotinha que enlouqueceu precisa ser abatida a tiros por sua "mãezinha" postiça. O resto fica no quesito autoajuda com lições de fraternidade e "o amor salva" em oposição aos vilões WASPs, insanos e 100% maus. Esse maniqueísmo acéfalo só confirma o nascimento de uma nova vertente dramatúrgica: o melodrama-zumbi. 

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