terça-feira, janeiro 14, 2014

La grande bellezza, de Paolo Sorrentino


La grande bellezza, de Paolo Sorrentino. Lindo e histericamente grotesco a cada frame. Talvez ainda mais felliniano do que qualquer obra de Fellini. Quando os velhos agem como adolescentes ridículos, em busca de uma vida de eterno gozo e juventude conquistada à botox e petrificação de fotos para facebook. Segue o escritor - de uma obra só - desencantado, edonista, rei mundano. O cenário é Roma, diante do coliseu ou em grandes palácios e jardins repletos de estátuas renascentistas, tudo reforça a ideia de passagem do tempo e pisca para eternidade. Único senão é que se alonga mais que o necessário. Ainda assim, belíssimo.


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